As consolas de última geração deram um grande “salto” relativamente à integração da Internet com a utilização e funcionalidades das próprias consolas.
A utilização da Internet nas consolas de última geração vai muito além da possibilidade de jogar online. Hoje podemos aceder a vários conteúdos, filmes, música, jogos e demonstrações. Pagos ou grátis, os conteúdos disponíveis e distribuídos digitalmente vieram para ficar. A Sony, a Microsoft e a Nintendo têm vindo a apostar mesmo até na distribuição digital de jogos que não se encontram à venda nas lojas de vídeo jogos.
Este método de venda possibilita uma gestão do produto diferente, evitando os chamados “middle-men”, distribuidores e fornecedores que fazem chegar os jogos às lojas. No entanto existem outros custos associados, como custos de infra-estruturas informáticas, desenvolvimento de plataformas de distribuição digital, etc…
Mas será que este meio de distribuição / venda irá substituir a venda de jogos nas lojas da especialidade e hipermercados? Provavelmente não, pelos menos nos próximos 10-15 anos. Os acessos à Internet ainda não estão massificados a um nível que permita substituir por completo a distribuição tradicional.
Em grande parte dos casos, o cliente final recusa-se a pagar o mesmo preço por um jogo em versão “downloadable” do que paga numa loja em suporte físico. Além do preço do jogo acrescenta-se o preço de uma mensalidade do acesso à Internet, já para não falar no factor psicológico, ou seja, pagar por algo que não é muito “palpável”. Em 90% dos casos, havendo duas versões do mesmo jogo (downloadable e normal) o cliente final opta pela versão normal em formato físico.
Porém existem outros factores pelos quais será pouco provável que a distribuição se torne totalmente digital. O facto de existirem muitos coleccionadores de jogos, geralmente bons compradores, que perferem ter os jogos da sua colecção dentro das caixas tradicionais com artwork, etc, do que ter o disco rígido da consola cheio. O tamanho dos discos rígidos e / ou a ausência de um suporte de armazenamento nas consolas também se tornam em factores impeditivos.
Outros factores são a falta de informação do cliente que muitas vezes desconhece o serviço online e a faixa etária de quem utiliza a consola. Marketing e exposição do produto também se tornam em parte incompatíveis com um serviço de distribuição digital. É mais fácil e rentável ter o produto à venda em várias superfícies comerciais do que apenas num serviço de distribuição digital.
Talvez mais duas gerações de consolas mudem totalmente este panorama, mas de momento, podem contar com as caixinhas em display à vossa espera
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