Tag Archive for 'Cultura Retro'

Mais uma incursão pela Meca do Retrogaming

SUPER POTATO from studiodonbe on Vimeo.

Super Mario Bros. In a Box

Video Game in a Box from adam kumpf on Vimeo.

Uma versão muito original do clássico da Nintendo :)

Além de toda a criatividade demonstrada neste projecto, o mais incrível é que o jogo parece ser divertido!

Pac-Man Highway

PAC-MAN HIGHWAY – Level 1 (gameplay) from NotWorkingFilms on Vimeo.

Um video engraçado inspirado no clássico Pac-Man.

8-Bit Invader

8 bit Invader (maping) from Darkfejzr on Vimeo.

via @armandoalves

Indie Game: O Filme

Indie Game: The Movie Official Trailer from IndieGame: The Movie on Vimeo.

Indie Game: The Movie é um documentário sobre videojogos, os seus criadores e a profissão. O filme segue a jornada dramática dos developers de jogos indie e o processo de desenvolvimentos dos seus jogos e como apresentam as suas obras e a si mesmos ao mundo.

Indie Game: The Movie é sobre como fazer jogos de vídeo, mas basicamente, é sobre o processo criativo e a exposição através dos seus trabalhos.

O filme conta a história emocional de uma equipa de dois homens, Edmund McMillen e Tommy Refenes, como criaram e lançaram o seu primeiro jogo importante para XBOX, “Super Meat Boy”.

Segue-se Phil Fish, o criador de um dos mais aguardados jogos indie,”Fez”, que mostra o jogo pela primeira vez em 4 anos na PAX EAST.

O filme conta também com a história de bastidores de um designer independente, Jonathan Blow, que criou um dos jogos de vídeo de maior audiência de todos os tempos, “Braid”.

Quatro developers, três jogos e um objectivo final – para se expressar a si mesmo através de um jogo de vídeo.

Mais sobre Indie Game: The Movie aqui.

La Bible NES/Famicom por Pix’n Love

A editora Pix’n Love lançou uma verdadeira bíblia sobre a NES / Famicom (incluindo o Disk System), um monstro de livro com 432 páginas que detalham a história desta consola bem como reviews aos seus 1900 jogos. O formato do livro é super original, semelhante a um cartucho da NES.

La Bible NES/Famicom” encontra-se à venda no site da Pix’n Love, com um módico preço de €30 e o único problema é mesmo estar em francês o que pode ser um deal breaker para muitos.

Reformat The Planet – Documentário sobre a Chipmusic scene

Reformat the Planet é um documentário sobre a chipmusic ou chiptunes scene, um movimento underground baseado na criação de música a partir de hardware retro, como o Game Boy da Nintendo, mostrando resultados surpreendentes!

A 2 Player Productions fez o upload de uma versão especial do documentário para o Youtube, mas a versão original de 2 discos pode ser adquirida no site deles.







Commodore Amiga 500

Tenho uma teoria. Pelo menos uma vez na vida de cada gamer, existe uma máquina que o marca profundamente.
Spectrum, Super Nintendo, Mega Drive, Dreamcast, Playstation, you name it. Se és gamer, há pelo menos um sistema que te marcou mais dos que os restantes. Pode até nem ser o teu favorito, mas a marca está lá e é dele que te lembras quando se falam dos “velhos tempos”.

O sistema que mais me marcou até hoje chama-se Commodore Amiga 500 e foi em 1989 que mudou a minha vida como gamer.

Quem vivia em Portugal na década de 80, principios de 90 jogava num Spectrum ou até num PC (que foi o meu caso durante algum tempo), as consolas apareceram mais tarde e as arcades faziam as delicias da miudagem com os seus gráficos e jogos do outro mundo, mas este cenário estava prestes a mudar.

A Commodore após o sucesso do Amiga 1000 em alguns países da Europa, começa a expandir o seu mercado até chegar a Portugal e entra com alguma força introduzindo o Amiga 500, um sistema com um preço mais acessivel do que o Amiga 1000 e direccionado para um público menos técnico.

Posso-vos dizer que o primeiro contacto que tive com um Amiga 500 foi na casa de um primo meu. Fiquei boqueaberto com o primeiro jogo que jogámos, nunca em lado algum havia visto gráficos e som com aquela qualidade fora de um salão de jogos. Pouco tempo depois o meu pai deu-me a escolher entre um PC 286 e um Amiga 500… a escolha foi óbvia e posso-vos dizer que nunca me arrependi.

Fui jogador ávido do Amiga durante todo o seu tempo de vida, até chegar o Amiga 1200, altura em que já se avizinhavam os primeiros problemas com a Commodore e a mudança para plataformas Intel… mas vamos voltar atrás para vos falar um pouco da história do Amiga 500.

Apesar do A500 ser sucessor do A1000 em 1987, ele é considerado por muitos como o sucessor espiritual do Commodore 64. Foi este sistema que fez as delicias de muitos jogadores, algo que só se repetiu em grande escala com o A500, visto que o A1000 era visto mais como uma máquina para empresas e negócios.

Potente e versátil até para correr outro tipo de software, o A500 brilhou como máquina de jogos, dando origem a pérolas como Speedball 2, Shadow of the Beast, Gods, Last Samurai, Turrican e Pinball Dreams.

O grande rival do A500 era o Atari 520 ST, que era bastante semelhante em hardware, mas faltava-lhe a magia dos engenheiros da Commodore, aka o OCS, o chipset especial que fazia do A500 o monstro que ele era:

  • Agnus – o chip central que controla o acesso à chip RAM e ao CPU 68K.
  • Denise – o processador de video principal do sistema, que permitia mostrar uma resolução de 320×200 (NTSC) ou 320X256 (PAL) podendo chegar a uns brutais (para a altura) 640X400 utilizando interlacing. Este chip era também responsável por fazer o HAM (Hold and Modify), uma técnica que permitia mostrar 4096 cores em simultaneo no ecrã, algo que mais nenhum sistema fazia naquela altura.
  • Paula – o chip de audio, com quatro canais de 8-bit independentes, controlava também os IRQs e funções de input / output do sistema, bem como os ports (rato, joystick, drive disquette e serie).

O sistema operativo, Amiga OS, era multitasking, com um ambiente gráfico muito sofisticado, bem com uma shell poderosíssima. Tudo a correr de uma única disquette de baixa densidade! 880kb! O truque era ter parte do sistema operativo a arrancar de uma ROM, a Kickstart ROM, daí ser possivel arrancar apenas com a disquette do jogo sem carregar mais nada ;)

Tudo no A500 estava desenhado de maneira a que o sistema pudesse crescer, tinha um port de expansão para mais RAM, portas para rato, joystiq, serie, paralela para impressoras, scanners ou outros digitalizadores, expansão para disco externo e segunda drive de disquette.

O A500 foi descontinuado em 1991, teve dois sucessores directos, o A500 Plus, que era basicamente um A500 com 1 Mb de RAM interna em vez do 512Kb de origem do A500 (o que trazia muitos problemas de compatibilidade com alguns jogos) e o A600, um modelo mais pequeno, que mostrava a intenção da Commodore de competir com o mercado das consolas já bastante forte em 1992 / 93, ano em que foi descontinuado.

Seguiram-se o Amiga 1200 e o Amiga CD32, este última uma consola com capacidade de se expandir para um 1200 (falarei desta consola noutra ocasião). Escusado dizer que nenhum dos Amigas que se seguiram tiveram tanto sucesso como o A500. O Amiga 500 foi único e continua a ser um marco na história dos videojogos e dos computadores.

Hoje o Amiga 500 continua a ter uma das comunidades mais activas, principalmente por causa da demoscene e da chiptune scene. A marca Amiga foi comprada e vendida milhentas vezes após a falência da Commodore em 1994, mas ainda hoje existe uma réstia de esperança que um novo Amiga nasça das cinzas :)

Quanto a mim, posso vos dizer que abandonei o meu A500 por um 486 DX2 a 66MHZ com um kit multimedia em 1994 e ainda hoje me arrependo de o ter vendido :(
 

Trivia
Sabias que o erro que aparecia quando um sistema Amiga crashava, chamado Guru Meditation, teve origem numa piada feita pelos engenheiros da Commodore? Um dos produtos iniciais da Commodore chamava-se Joyboard e era um dispositivo semelhante a um joystick mas controlado com os pés, género Wii Balance Board. No inicio do desenvolvimento do sistema Amiga, os programadores ficavam tão frustrados com os frequentes crahses do sistema que para relaxar, criaram um jogo para o Joyboard em que o jogador que aguentasse mais tempo em posição de guru indiando (sentado de pernas cruzadas) ganhava, mas se se movesse, perdia e o jogo mostrava uma mensagem de erro “Guru Meditation”.

Constrói um Winnitron 1000, traz de volta as Arcades!

Winnitron Indie Game Arcade Network: “Arcade Graveyard” from Kert Gartner on Vimeo.

Se havia um termo que era usado nas décadas de 80 e 90 era “Arcade port” ou “Arcade Version”, isto porque era comum os jogos serem lançados para as arcades e só posteriormente em consolas e computadores domésticos. O hardware das arcades era mais potente que o resto e era nos salões de jogos que se conheciam as primeiras novidades, era aqui que estava a acção.

Hoje é diferente, as arcades estão praticamente mortas em todo o mundo, excepto no Japão, e são as consolas e PCs que recebem a maioria dos jogos. No entanto, existe um grupo de programadores de jogos independentes chamado BitCollective, que está a tentar mudar este paradigma e está a ressuscitar as arcades com o Winnitron 1000.

A ideia do Winnitron 1000 é re-aproveitar gabinetes de arcade antigos, encontrados em “cemitérios de arcades” e transformá-los de maneira a se poder jogar jogos, desenvolvidos pela BitCollective, estimulando assim os restantes programadores independentes a criar novos jogos.

Winnitron 1000 Game Jam from Kert Gartner on Vimeo.

A iniciativa teve origem em Winnipeg no Canada, e já se espalhou até à Holanda, Brasil, Nova Zelândia e Estados Unidos. Seria interessante ver esta iniciativa chegar a Portugal, principalmente quando temos vários entusiastas das arcades ;)

Retrogame Shop


Reportage : Retrogame Shop from levelfive.fr on Vimeo.

Mais uma pequena reportagem sobre lojas de retrogaming, desta vez sobre a Retrogame Shop, uma loja de retrogaming em Paris, França.