Apesar de Super Mario e Sonic serem dois enormes ícones dos videojogos, o facto de serem mascotes de consolas, exclusivos às suas respectivas marcas, fez com que muitos gamers com computadores, como o Spectrum, Commodore 64 e Amiga adoptassem outros “ídolos”.
Dizzy, um ovo aventureiro, criado pelos Oliver Twins, foi a estrela em perto de 10 jogos, todos eles multi plataforma e grandes êxitos dentro do género, tornando-se assim o ícone para quem não tinha consolas.
Hoje a Codemasters lança um remake de um dos melhores títulos da série – Dizzy: Prince Of The Yolkfolk – para plataformas Android e iOS a um preço budget.
Não há muito para dizer sobre o jogo em si, visto estarmos perante um titulo que funciona muito à base da nostalgia, serão com certeza os antigos fans de Dizzy os primeiros a comprar o jogo.
A jogabilidade é classica, não vamos encontrar nem tiros nem pancada, mas sim diálogo e uso de objectos para progredir na aventura. Dizzy:POTY é um jogo divertido que atrai muito pela sua simplicidade e pelos seus puzzles.
Vale a pena, não só pelo preço mas para relembrar se for esse o vosso caso.
The Secret Of Monkey Island é de facto um marco na história dos video jogos. Pessoalmente é uma das minhas aventuras gráficas de eleição, está lá no topo em conjunto com Monkey Island 2 e será muito difícil mudar de ideais, principalmente quando já se passaram 21 anos
Já acabei o jogo provavelmente mais de 20 vezes, jogo-o quase todos os anos e quando tal acontece começamos a conhecer o jogo num outro nível. Ontem voltei a pegar no Monkey Island, a saudade bateu forte depois de ter lido este excelente artigo no Cosmic Effect, mas desta vez regressei às origens. Em vez de jogar a versão PC VGA decidi ir para o original, a versão EGA (note-se que eu joguei Monkey Island 1 pela primeira vez no Amiga 500 e só voltaria a jogar a versão CD-ROM VGA no PC algum tempo mais tarde). Lancei o ScummVM e carreguei a versão EGA, a qualidade gráfica é muito menor, mas torna-se engraçado comparar as diferenças.
Posso-vos dizer que fui bastante surpreendido logo nos primeiros minutos de jogo. Quando Guybrush chega ao pontão, antes do Scumm Bar e se vê, não a lua no céu estrelado, mas sim um final de tarde com um pôr do Sol já acompanhado da noite… fiquei abismado Foi neste ponto que decidi fazer uma especie de “arqueologia digital” e desenterrar o resto das versões. Só a versão EGA e Atari é que possuem este pôr do sol, nas restantes versões que foram lançadas posteriormente, este cenário foi corrigido de maneira a reflectir a noite que já aparecia na apresentação do jogo. Ao que parece este tipo de alterações era bastante frequente na Lucas Games / Lucas Arts durante o periodo das aventuras gráficas, pequenas partes dos jogos iam sendo melhoradas conforme novas versões eram desenvolvidas para as diversas plataformas da altura como o Amiga, FM Towns e Mac…
Lembrei-me então de uma revista Amiga Format que tive quando era mais novo, que trazia uma demo do Secret of Monkey Island e com uma rápida pesquisa no Google encontrei-a, juntamente com a demo de PC, em EGA Posso vos dizer que a demo é muito curta, mas muito interessante de se jogar principalmente para se comparar com o jogo completo. Desafio-vos a irem buscar o ScummVM e jogarem esta demo, vão ver que não se arrependem.
Amiga Demo
PC EGA Demo
Como podem ver apenas por estas imagens, as diferenças já são bastantes O pôr do Sol ficou até à versão final EGA!
Podem fazer o download do ScummVM e o download da demo directamente do 8BR, aqui. Para jogar, basta descomprimir o zip, copiar as pastas para a vossa pasta de jogos do ScummVM e adicionar o jogo dentro do emulador que ele reconhecerá as demos.
Para mais um bocado de história da altura, vejam o ficheiros MONKEY.TXT e README dentro da pasta DOS
Tenho uma teoria. Pelo menos uma vez na vida de cada gamer, existe uma máquina que o marca profundamente.
Spectrum, Super Nintendo, Mega Drive, Dreamcast, Playstation, you name it. Se és gamer, há pelo menos um sistema que te marcou mais dos que os restantes. Pode até nem ser o teu favorito, mas a marca está lá e é dele que te lembras quando se falam dos “velhos tempos”.
O sistema que mais me marcou até hoje chama-se Commodore Amiga 500 e foi em 1989 que mudou a minha vida como gamer.
Quem vivia em Portugal na década de 80, principios de 90 jogava num Spectrum ou até num PC (que foi o meu caso durante algum tempo), as consolas apareceram mais tarde e as arcades faziam as delicias da miudagem com os seus gráficos e jogos do outro mundo, mas este cenário estava prestes a mudar.
A Commodore após o sucesso do Amiga 1000 em alguns países da Europa, começa a expandir o seu mercado até chegar a Portugal e entra com alguma força introduzindo o Amiga 500, um sistema com um preço mais acessivel do que o Amiga 1000 e direccionado para um público menos técnico.
Posso-vos dizer que o primeiro contacto que tive com um Amiga 500 foi na casa de um primo meu. Fiquei boqueaberto com o primeiro jogo que jogámos, nunca em lado algum havia visto gráficos e som com aquela qualidade fora de um salão de jogos. Pouco tempo depois o meu pai deu-me a escolher entre um PC 286 e um Amiga 500… a escolha foi óbvia e posso-vos dizer que nunca me arrependi.
Fui jogador ávido do Amiga durante todo o seu tempo de vida, até chegar o Amiga 1200, altura em que já se avizinhavam os primeiros problemas com a Commodore e a mudança para plataformas Intel… mas vamos voltar atrás para vos falar um pouco da história do Amiga 500.
Apesar do A500 ser sucessor do A1000 em 1987, ele é considerado por muitos como o sucessor espiritual do Commodore 64. Foi este sistema que fez as delicias de muitos jogadores, algo que só se repetiu em grande escala com o A500, visto que o A1000 era visto mais como uma máquina para empresas e negócios.
Potente e versátil até para correr outro tipo de software, o A500 brilhou como máquina de jogos, dando origem a pérolas como Speedball 2, Shadow of the Beast, Gods, Last Samurai, Turrican e Pinball Dreams.
O grande rival do A500 era o Atari 520 ST, que era bastante semelhante em hardware, mas faltava-lhe a magia dos engenheiros da Commodore, aka o OCS, o chipset especial que fazia do A500 o monstro que ele era:
Agnus – o chip central que controla o acesso à chip RAM e ao CPU 68K.
Denise – o processador de video principal do sistema, que permitia mostrar uma resolução de 320×200 (NTSC) ou 320X256 (PAL) podendo chegar a uns brutais (para a altura) 640X400 utilizando interlacing. Este chip era também responsável por fazer o HAM (Hold and Modify), uma técnica que permitia mostrar 4096 cores em simultaneo no ecrã, algo que mais nenhum sistema fazia naquela altura.
Paula – o chip de audio, com quatro canais de 8-bit independentes, controlava também os IRQs e funções de input / output do sistema, bem como os ports (rato, joystick, drive disquette e serie).
O sistema operativo, Amiga OS, era multitasking, com um ambiente gráfico muito sofisticado, bem com uma shell poderosíssima. Tudo a correr de uma única disquette de baixa densidade! 880kb! O truque era ter parte do sistema operativo a arrancar de uma ROM, a Kickstart ROM, daí ser possivel arrancar apenas com a disquette do jogo sem carregar mais nada
Tudo no A500 estava desenhado de maneira a que o sistema pudesse crescer, tinha um port de expansão para mais RAM, portas para rato, joystiq, serie, paralela para impressoras, scanners ou outros digitalizadores, expansão para disco externo e segunda drive de disquette.
O A500 foi descontinuado em 1991, teve dois sucessores directos, o A500 Plus, que era basicamente um A500 com 1 Mb de RAM interna em vez do 512Kb de origem do A500 (o que trazia muitos problemas de compatibilidade com alguns jogos) e o A600, um modelo mais pequeno, que mostrava a intenção da Commodore de competir com o mercado das consolas já bastante forte em 1992 / 93, ano em que foi descontinuado.
Seguiram-se o Amiga 1200 e o Amiga CD32, este última uma consola com capacidade de se expandir para um 1200 (falarei desta consola noutra ocasião). Escusado dizer que nenhum dos Amigas que se seguiram tiveram tanto sucesso como o A500. O Amiga 500 foi único e continua a ser um marco na história dos videojogos e dos computadores.
Hoje o Amiga 500 continua a ter uma das comunidades mais activas, principalmente por causa da demoscene e da chiptune scene. A marca Amiga foi comprada e vendida milhentas vezes após a falência da Commodore em 1994, mas ainda hoje existe uma réstia de esperança que um novo Amiga nasça das cinzas
Quanto a mim, posso vos dizer que abandonei o meu A500 por um 486 DX2 a 66MHZ com um kit multimedia em 1994 e ainda hoje me arrependo de o ter vendido
Trivia
Sabias que o erro que aparecia quando um sistema Amiga crashava, chamado Guru Meditation, teve origem numa piada feita pelos engenheiros da Commodore? Um dos produtos iniciais da Commodore chamava-se Joyboard e era um dispositivo semelhante a um joystick mas controlado com os pés, género Wii Balance Board. No inicio do desenvolvimento do sistema Amiga, os programadores ficavam tão frustrados com os frequentes crahses do sistema que para relaxar, criaram um jogo para o Joyboard em que o jogador que aguentasse mais tempo em posição de guru indiando (sentado de pernas cruzadas) ganhava, mas se se movesse, perdia e o jogo mostrava uma mensagem de erro “Guru Meditation”.
O pessoal da Golgoth Studio, que nos prometeu um remake do Toki há uns tempos atrás, levanta agora a ponta da cortina sobre o próximo projecto, que é nada mais nada menos do que Joe and Mac, outro grande clássico da época dos 16-bits.
Quem jogou Joe and Mac no Amiga ou na Mega Drive levante a mão!
Se houve jogo que marcou fortemente Amiga gamers por todo o mundo foi sem dúvida Alien Breed, um shooter aterrorizante da Team17 e um dos títulos com mais sucesso na década de 90.
Alien Breed levava-nos a níveis de stress elevadíssimos com a sua atmosfera negra e hordas de aliens a querem-nos ver numa poça de sangue.
A Team 17 anuncia agora o Alien Breed Evolution, um novo título da série, a ser distribuído via digital inicialmente para a X360 (que terá um exclusivo temporário) e posteriormente para a PSN e PC. As diferenças são claras como se podem ver pelo vídeo, mas a atmosfera e a jogabilidade parecem ficar intactas, o que talvez garanta o sucesso deste novo Alien Breed junto dos fãs da série e daqueles que ainda não foram apresentados a um dos melhores shooters retro da história dos videojogos.
Toki (ou JuJu Densetsu no Japão) é um shooter / platformer que apareceu nas arcades em 1989 e à semelhança da maioria dos títulos da altura, foi convertido para as principais plataformas de jogos. A história era a já batida e cliché rapto da princesa pelo malvado rival de Toki, que no processo é transformado num macaco cuspidor. Toki terá então que passar por vários níveis eliminando diversos inimigos com este seu poder (?) que pode ser aumentado conforme descobre alguns power-ups, tornando o jogo uma espécie de Contra mas com macacos
As boas notícias para os fãs de Toki (como eu que joguei isto no Amiga vezes sem conta) é que o Golgoth Studio está a fazer um remake do jogo em HD, com gráficos completamente redesenhados e apesar de ainda não terem sido anunciadas plataformas, o jogo está à espera de aprovação para Windows e XBox Live. Pelo que pude ver a jogabilidade do original foi mantida e os gráficos são soberbos, mantendo o mesmo espírito do original.
Este Toki Arcade Remix HD entra para a lista dos mais aguardados de 2010!
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