Archive for the 'Reviews' Category

Resident Evil 5

Resident Evil 5

Quando a Capcom lançou o Resident Evil 4, a opinião da fã base foi de que seria muito difícil um Resident Evil 5 superar o seu predecessor.

Ao jogarmos RE5 nota-se claramente que a Capcom aproveitou tudo o que tornou RE4 um “insta-classic”: as posições da câmara, o sistema de mira, os movimentos do protagonista, os ataques físicos e até o ambiente, se bem que desta vez não combatemos zombies espanhóis “Ganados” mas sim zombies africanos “Majini”.
No entanto nem tudo vem de RE4. Neste novo título temos um companheiro constante ao longo da aventura, melhor, uma companheira, Sheva Alomar, que pode ser controlada por um segundo jogador ou, em caso de jogarmos em modo de single player, controlada por uma AI extraordinária.

Muitas foram as melhorias neste título: os gráficos, agora na PS3 e XBOX 360, fazem brilhar o jogo com um detalhe e beleza fenomenais, todos os personagens são super detalhados, desde os principais até à “carne para canhão” e os movimentos, bastante naturais, são resultado de horas de motion capture de actores, que dão sem dúvida um aspecto mais realista aos personagens.

Em termos de jogabilidade, RE5 não foge ao seu predecessor. Ainda não é possível disparar e andar ao mesmo tempo, o que sempre foi uma limitação na maioria dos títulos da série, mas de resto, iremos passar muito tempo a disparar, racionar armamento e trocar / comprar / vender armas e mantimentos, uma constante também na série.

Resident Evil 5

Apanhar ouro, armas e itens durante os níveis é fundamental visto que desta vez não temos “Merchants” pelo jogo como em RE4. Como tal, todas as compras e vendas são feitas entre cada nível.
São também frequentes as áreas em que utilizamos veículos, como barcos, carrinhas todo o terreno, geralmente sempre com algum dos membros da equipa a disparar sobre hordas de Majini ou então sobre os “Bosses” que aparecem no meio ou no fim dos níveis.

Mas toda esta mecânica de jogo não têm fundamento se não estiver inserida numa história que mergulhe o jogador completamente no universo de Resident Evil.
RE5 mostra que o termo “survival horror” não implica estar a lutar pela sobrevivência sempre num ambiente nocturno, na verdade a maior parte de RE5 passa-se durante o dia e teremos até oportunidade de ver cenários naturais tipicamente africanos que nos farão parar para admirar a beleza de um pôr do sol. É claro que tudo isto irá decepcionar os mais puristas, mas talvez RE5 os faça mudar de ideias ao longo do jogo.

Neste novo capítulo, temos o regresso de Chris Redfield que agora faz parte da BSAA (Bioterrorism Security Assessment Agency), um grupo internacional que, depois da extinção da Umbrela Corporation, se dedica a encerrar organizações terroristas que ainda utilizem o espólio da Umbrella como armas.

Resident Evil 5

Chris é destacado para África depois de saber que existe uma epidemia em algumas áreas do país, onde se encontra com Sheva Alomar, membro da divisão Africana da BSAA de modo a se juntarem a equipas que já se encontram no terreno a investigar e neutralizar as ameaças resultantes da epidemia.

Não querendo entrar em grandes detalhes para evitar spoilers, serão óbvios os laços deste título com os restantes títulos da série e serão dadas respostas a perguntas que se têm vindo a levantar desde o Resident Evil original.

Além do modo single player, o multiplayer foi também bastante considerado, sendo possível o modo cooperativo entre jogadores, quer online quer local com um segundo comando. Neste momento também se encontra disponível como DLC o modo Versus, que consiste em dois modos multiplayer: Slayers em que os personagens têm que exterminar os Majini e Survivor, que consiste num deathmatch tradicional. Ambos os modos suportam equipas de 4 jogadores, ou seja, 2 equipas de dois jogadores cada.

Também presente em RE5 e como já é tradição, temos o modo Mercenaries, a que teremos acesso quando acabarmos o jogo pela primeira vez.
Outros dos aspectos positivos de RE5 é a sua re-jogabilidade, ou seja, cada vez que acabamos este título, desbloquearemos novos modos, itens, personagens e segredos, o dá um tempo de vida enorme a este título.

Para fechar, Resident Evil 5 é um excelente jogo, digno do nome da série. Apresenta algumas alterações que podem não agradar os mais fãs mais puristas, mas sem dúvida que a sua acção e jogabilidade agradará aos recém-chegados ao Universo de Resident Evil.

Recomendado!

Semana da Capcom

Capcom Logo

Esta semana, aqui no 8-Bit Revolution, será dedicada à Capcom.

Durante os próximos dias poderão contar com críticas a vários títulos da Capcom, quer recentes quer clássicos, passatempos (sim, e desta vez com prémios!) e outros artigos relacionados com uma das maiores editoras de video jogos da actualidade.

Stay tuned!!

Nova Nintendo DSi

Atenção: Este artigo é uma tradução de um artigo que escrevi originalmente no meu blog pessoal e faz referências temporais que podem já não estar adequadas.

Aqueles de vocês que “conhecem” e lêem a minhas “rants” sobre jogos de vídeo, provavelmente sabem que sou um grande fã da Nintendo. Eu não me considero um fanboy, as minhas opiniões sobre jogos e consolas não são baseadas num zelotismo estúpido baseado em marcas. Reconheço os prós e os contras de cada plataforma e jogos, independentemente das marcas por trás deles. Após este pequeno “disclaimer”, estou agora pronto para escrever sobre a nova Nintendo DSi.

A Nintendo DSi foi a primeira consola que eu pré-encomendei numa loja. Não porque estivesse com medo que pudesse esgotar devido à elevada procura, mas porque eu tinha um pressentimento que a maioria das lojas não iria ter grande stock para o lançamento. Porquê? Primeiro porque estamos a falar da Nintendo e, Portugal, caso não saiba, é o maior mercado europeu para a Playstation. Em segundo lugar, porque há abundância de Nintendo DS Lite’s em stock nas lojas que estão a tentar escoar o stock antes de renovar com as novas Nintendo DSi.

Estaria eu certo? Bem, digamos que eu tenho a minha DSi desde dia 3, dia do lançamento europeu, e hoje, dia 5, ainda havia algumas grandes lojas de electrónica de consumo que não têm a DSi. Coincidência? Talvez, mas a minha DSi repousa em segurança nas minhas mãos :D

Rants à parte … Quanto à consola em si, como devem saber, o “salto técnologico” é maior do que foi com a DS Lite. O “i” na DSi não é provavelmente para a Internet, mas deveria de ser, uma vez que será a Internet e as nova loja da DSi Ware que são o grande motor desta consola.

Ainda podemos jogar todos os jogos da DS, e de acordo com a Nintendo, estão a caminho jogos especificamente para a DSi, mas a compra de jogos e de aplicações na loja DSi é o ponto mais forte desta consola.

Como um sinal de apreço, a Nintendo está a oferecer 1000 pontos da Nintendo DSi, se registrar a consola até outubro, pontos esses que podem ser usados para se fazer o download de alguns dos poucos jogos de lançamento disponíveis na loja da DSi. Como de costume, nós os europeus temos menos por onde escolher. O DS browser da Internet é gratuito, o que o torna obrigatóriamente no primeiro download a ser feito. Não sei como ele compara com o anterior browser (pago) disponível para a versão DS e DS Lite, mas esta versão ainda é desenvolvida pela Opera e é tão funcional como qualquer outro navegador móvel, até se pode twiitar a partir dele :D

Dos 5 jogos no DSi loja disponíveis no lançamento, o único que me chamou a atenção e que podem merece ser adquirido é WarioWare: Snapped! Se já jogou algum dos jogos do Wario Ware anteriores não vai se arrepender de jogar este, especialmente quando se joga com a camara da DSi. No final de cada round, são nos mostradas as tristes figuras que fazemos enquanto se joga :D

Voltando à consola, a DSi é menor do que a DS Lite, tem ecrãs maiores, suporte para cartões SD para que possa guardar fotografias, sons, músicas (AAC só, não MP3) e backup dos jogos descarregados a partir da loja online. Espero que no futuro, a Nintendo faça o mesmo que fez com o Wii e que permita que os jogos possam ser jogados diretamente do cartão SD.

Juntamente com a DSi Store, a DSi vem com os habituais Pictochat e DS Download Play, bem como duas novas “aplicações”: Nintendo DSi Camera e Nintendo DSi Sound. A primeira permite que se utilizem as duas câmaras (sim duas) para tirar fotos e manipulá-las com vários efeitos, como molduras, filtros de distorção, troca de cores, etc. Esta aplicação utiliza detecção de rotos, com a finalidade de fazer alguns truques em tempo real, como mostrando orelhas de gato e bigodes, mesmo quando se filma. Além disso, podem partilhar-se as fotos de DS para DS ou copiar / mover  directamente para o cartão SD e criar um calendário com as fotos que se tiram.

O Nintendo DSi Sound é o leitor de audio da consola. Como eu disse anteriormente, é limitada a ficheiros AAC, sem suporte para MP3. A Nintendo já havia feito isto com a Wii alguns firmwares atrás, por isso, não houve nenhuma surpresa aqui. Podemos ouvir álbuns completos, bastando para isso copia-los para o cartão (em formato AAC) com algumas visualizações engraçadas, mas o melhor mesmo é a capacidade de alterar a música em tempo real com vários efeitos. Podemos também gravar audio a partir do micro embutido na consola e brincar com efeitos e filtros.

Estas características não são impressionantes, mas são divertidas para brincar, tendo a certeza de iremos passar uns bons momentos, mas a Nintendo deixou de fora uma das maiores funcionalidades disponíveis nas DS’s anteriores: o slot Game Boy. Agora já não é possivel jogar jogos Game Boy, ou mesmo usar todos os acessórios disponíveis para a DS que utilizam este slot. Existem alguns rumores de que a DSi Shop terá jogos do Game Boy como a Virtual Console da Wii, mas não estou tão certo de que será para agora. Ainda existem demasiados Game Boy’s e NDS’s em stock nas lojas e todas estas máquinas suportam jogos do Game Boy.

Duas câmeras e aplicações divertidas de áudio e fotografia não são o que eu chamaria de características bombásticas para vender uma nova consola, mas a loja DSi Ware vai definitavamente transformar a DSi numa consola muito interessante. A Nintendo lançou no Japão alguns títulos porreiros para DSi como o Dr. Mario e Braintraing e marcas como a Namco já estão a apoiar a loja com títulos como Mr. Driller.

A grande questão é: vale a pena comprar?

Tudo depende do que que se pretende. Se não têm uma DS, este é o modelo a comprar. Além disso, tudo depende do vosso amor pela Nintendo e pela vossa esperança na loja da DSi Ware. Os fãs de certeza que vão comprar, e com o passar do tempo a DS Lite irá desaparecer… por isso, como sempre, é uma questão de tempo e dinheiro :)

Smashing Around…

Capa da Smash Nº2

Já está nas bancas a revista de video jogos mais barata do mercado português: a Smash. O primeiro número não me passou ao lado, vi-o nas bancas, tendo-me chamado a atenção o novo nome e o baixo preço (apenas 1,90€). Folheei a revista na banca para ver se algo disparava o meu radar de leitura transversal (aquele que usamos nas bancas para não parecermos uns pelintras que não compram revistas) mas nada me levou a compra-la.

No entanto, houve quem me chamasse a atenção, disseram-me que o segundo número já estava aí e que até estava porreiro. Ainda indeciso entre as fotos da Jackes na Playboy deste mês e a Smash, fui fraco e decidi levar a Smash. A primeira coisa que me chamou a atenção foram os nomes dos autores do artigos, pessoal já conhecido dos fóruns nacionais de video jogos, como o Insert Coin, o Zwame e o ENE3. Hoje em dia, não visito nem participo em fóruns nacionais, não tenho muito tempo para isso e o tempo que dedico a fóruns gasto-o em fóruns internacionais onde a informação é mais rápida a chegar e apanhamos com menos pokemans fanzboyzillas.

But I digress. Continuei a ler a Smash e reparei que o humor era algo constante, o que é bom ao inicio, mas por outro lado começa a cansar quando a maioria dos artigos tem sempre uma ou outra piadola. A intenção é boa, exageram apenas na quantidade. O formato da revista lembra especialmente um blog, artigos curtos e incisivos com as obrigatórias criticas a jogos, o que para mim é bom porque não gosto de perder o meu tempo com blá blá blá, no entanto tive que levar com uns quantos artigos sobre cinema e música… pensei que tinha comprado uma revista de video jogos mas afinal vem com bónus… faz lembrar a Maria com o consultório intimo.

Gostei das áreas de Old School e Fanboy, até mesmo do Anipop!, acho que têm mais a ver com o contexto da revista do que os artigos de música e cinema, no entanto (e agora puxando a brasa à minha sardinha) achei que podiam ter mais artigos na área retro da revista para agradar aos gamers mais veteranos.

Quanto aos conteúdos em si, a Smash peca por algo que já é uma constante na maioria das imprensa tradicional: não trás muitas novidades que não se encontrem já à distância de um click. Hoje com a Internet temos acesso às mesmas notícias que os jornalistas têm, sendo por isso crucial que apostem bastante nos artigos de opinião e nas criticas ou até em artigos de fundo.

Resumindo: gostei, acho que é um projecto interessante mas ainda com muito espaço para evoluir. Continuem!

R-Type – O Shoot-Em-Up que marcou uma Geração

No final dos anos 80, principio dos anos 90, o nome R-Type era quase sinónimo para “jogos de naves” e foi um dos maiores sucessos dentro do género, estando disponível em quase todas as plataformas de jogos da época.

O primeiro título da seríe, lançado em 1987 pela IREM (Innovation in Recreational Electronic Media), trouxe para o gérnero inovações que viriam a ser copiadas por outros shoot-em-up’s. Enquanto na maioria dos shoot-em-up’s da altura a missão era sobreviver e arranjar uma estratégia para deflectir os ataques do inimigo, R-Type vai mais além introduzindo uma maior variedade de armamento, upgrades, etc.. items que transformavam totalmente a jogabilidade.

A história de R-Type não era muito diferente dos restantes shoot-em-up’s, uma única nave era lançada para combater vagas sucessivas de inimigos. Ao jogador, a única informação que era dada sobre a história era uma simples linha: “Blast off and strike the evil Bydo Empire!”, no entanto ao longo do jogo, vamos nos apercebendo do que se passa no Universo de R-Type. R-9, a nave que controlamos, defronta Bydo, uma raça de inimigos biomecânicos, monstros meio orgânicos, meio máquinas, dispostos a aniquilar ou absorver qualquer outro tipo de forma de vida. No entanto a história completa é assustadora e com os restantes jogos da série vimos a descobrir que a Humanidade é a criadora deste flagelo.

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A Grande Revolução de LittleBigPlanet

Finalmente consegui jogar a um dos jogos que mais tem dado que falar nos últimos tempos: LittleBigPlanet para a PlayStation 3.

Se existem duas palavras que consigam descrever este jogo eles são liberdade e criatividade. LittleBigPlanet é no seu core um jogo de plataformas, daqueles à moda antiga em que temos que pular e agarrar em objectos para chegar mais longe, coleccionar itens e fugir de inimigos que querem dificultar a vida ao nosso heroi… o Sackboy ou Sackgirl se assim o quisermos, visto podermos customiza-lo desde os cabelos, à roupa, aos olhos, como se de um boneco de trapos real se tratasse.

Com o decorrer do jogo, vamos ganhando mais objectos, entre os quais se encontram peças de roupa, capacetes, chapéus, etc… Na PlayStation Store também se encontram disponíveis para download, fatos completos, uns pagos, outros de borla. Quando comprei o jogo na Game, foi-me oferecido pela loja um voucher que permitia fazer o download de um fato de Kratos do God Of War para o Sackboy.

A beleza deste jogo está em parte, nos pormenores. A física aplicada aos objectos é completamente assombrosa. Depende da forma dos objectos, dos materiais, das posições, enfim, é como se estivéssemos a interagir com objectos reais. É claro que também temos objectos no jogo criados a partir de materiais que não existem, que flutuam como se não tivessem peso, etc…

O modo de Story permite-nos jogar vários níveis e ir descobrindo vários objectos, que podemos usar para decorar os mundos pelos quais passamos, podemos colocar autocolantes, folhas de plantas e outros objectos em qualquer parte do nível. Sozinhos ou acompanhados, um amigo pode-se juntar e jogar os vários níveis do modo Story que convém completar, pois assim descobrimos os vários objectos e materiais que podemos usar para outro modo de jogo.

Após os 3 primeiros níveis do modo Story estarem completos, apesar de estarmos bem longe de o terminar, pois são 20 e poucos níveis, LittleBigPlanet revela o seu verdadeiro potencial, o modo de criação de níveis. É aqui que podemos dar largas à nossa imaginação e criar níveis inteiros (e enormes) com os materiais que coleccionamos no modo Story. Podemos construir castelos gigantes em cima de skates, monstros de espuma e papelão que explodem mediante certas acções… enfim, o limite é a imaginação de cada um.

Depois de criarmos os níveis, podemos partilha-los com outros jogadores através da PlayStation Network e, logicamente, também podemos fazer download de níveis criados por outros jogadores. Ao entrármos nesta especie de comunidade, podemos adicionar outros jogadores como amigos, podemos classificar as criações de outros e ver as nossas igualmente classificadas, criando um género de rede social dentro do jogo.

LittleBigPlanet pode parecer á primeira vista um jogo infantil, mas está longe disso. Quando se começa a jogar, torna-se evidente que existe uma certa complexidade no jogo, principalmente na criação dos níveis, no entanto é também por aqui que o jogo se torna viciante e queremos completar todos os níveis a 100% para ter cada vez mais objectos para por nos níveis que criamos.



O LBP conta com uma versão totalmente em português em que a narração é feita por Nuno Markl… o que pode levar com que muitos escolham ouvir Stephen Fry. :D

Resumindo, LittleBigPlanet é provavelmente o jogo do ano para a PS3. A sua originalidade renova um estilo reminiscente do retrogaming e leva-o mais além com características inovadoras como a criação e partilha de níveis dentro de uma comunidade.

Recomendado!

Sega Mega Drive Collection

Continuando a celebrar os 20 anos da Mega Drive, não podia deixar de vos dar a conhecer a Sega Mega Drive Collection, disponivel para a PSP e PlayStation 2.

Para os fãs da Sega, esta compilação é realmente de compra obrigatória. À nossa espera encontram-se 28 dos mais famosos clássicos da Mega Drive: Alex Kidd, Altered Beast, Bonanza Bros, Columns, Comix Zone, Decap Attack, Ecco the Dolphin, Ecco: The Tides of Time, Ecco Jr, Flicky, Gain Ground, Golden Axe, Golden Axe II, Golden Axe III, Kid Chameleon, Phantasy Star II, Phantasy Star III, Phantasy Star IV, Ristar, Shinobi III, Sonic The Hedgehog, Sonic The Hedgehog 2, Super Thunder Blade, Sword of Vermilion, Vector Man, Vector Man 2, Virtua Fighter 2. Como os senhores da Sega gostam realmente dos seus fãs, ainda incluíram as versões arcade de Astro Blaster, Tip Top, Eliminator, Space Fury, Super Zaxxon, mas estão escondidos e têm que ser desbloqueados à medida que se vão jogando os restantes títulos.

De fora ficaram títulos que quanto a mim trariam mais valor a esta colecção, como Streets of Rage, Shadow Dancer, Sonic 3, Sonic and Knucles e a versão 32X de Virtua Fighter. No entanto, como podem ver pela lista de títulos acima, existe um título muito especial: Golden Axe III, que pela primeira vez é comercializado na Europa nesta compilação.

Além dos jogos, podemos também aceder a informações sobre os títulos incluídos na colecção, como cheats, artwork, trivia e entrevistas.

Apesar de ter sido lançada em 2007, neste momento ainda conseguimos encontrar a versão para a PSP por 20€ na maioria das lojas da especialidade. Sega Mega Drive Collection é realmente uma peça de colecção com bastante qualidade.

Altamente recomendado!

I heart Gradius

Gradius, ou Nemesis como foi inicialmente lançado na Europa, é uma das mais famosas séries de shoot-em-up’s de todos os tempos, logo ali ao lado de R-Type.

Lançado o primeiro título em 1985 nas arcadas, Gradius conta hoje com mais de 10 títulos na série, em várias plataformas. Gradius é considerado pelos amantes do género como os melhores shoot-em-up’s, não só pelo sistema de armamento da nave, que podemos controlar mediante powerups, como também pela originalidade dos niveis e inimigos. Aos comandos da Vic-Viper (sim, é o nome da nave protagonista da série), o objectivo é o do costume, derrotar a imensidão de inimigos e bosses, nível após nível. Noutros títulos da série temos à nossa escolha mais naves como a Lord British Space Destroyer, Metalion, Sabel Tiger, Thrasher, Vixen, Alpinia, Super Cobra, Jade Knight e a Falchion.

A originalidade da série tem sido positiva, desde crossovers do universo de Gradius com outros jogos da Konami, como Salamander,  Parodius (que é uma paródia ao Gradius) até ao mais recente Otomedius Gorgeous que vai sair para a XBOX 360 e conta com umas personagens anime bastante “avantajadas” ^_^”



Se por esta altura estão a perguntar como jogar Gradius, a resposta é fácil. É bem provável que exista pelo menos um título da série para a vossa consola, mas a minha escolha vai para a PSP e para a Wii.

Na PSP temos o excelente Gradius Collection ou Gradius Portable como é conhecido no Japão onde podemos contar com Gradius, Gradius, Gradius III, Gradius IV e Gradius Gaiden tudo num só UMD :D Como bonus, temos acesso às bandas sonoras dos jogos e aos videos da intros e finais. Konami Code included!

Para a Wii temos na Virtual Console o Gradius para a NES, o Gradius II para a PC-Engine e o Gradius III para a SNES.

Outra novidade para a Wii Ware é o Gradius Rebirth, um remake/remix de vários títulos da série. Apenas disponível de momento no Japão, Gradius Rebirth estará presente na Virtual Console europeia no próximo ano.

A título pessoal, considero Gradius uma das melhores séries de shoot-em-up’s, não só por manter ainda hoje o feeling de old school shooter mas por continuar a inovar a cada título. Se querem voltar aos “jogos de naves”, Gradius é um excelente ponto de partida.

Trivia: Sabiam que Gradius originou o termo “Pew Pew Pew” devido ao som de uma das armas no jogo?

R-Type Tactics

Derrote o Império de Bydo… de novo.

Se houve um género a que o retrogaming nos habituou foi aos shoot-em-up’s de naves. Desde Gradius a R-Type, muitos foram os jogos em que a sobrevivência da humanidade dependia de um bravo piloto na sua minuscula nave face às inúmeras raças de alienigenas de galaxias far far away. Por muito má e clichê que fosse a história na maior parte das vezes, o que interessava mesmo era passar os níveis e ganhar novas armas para derrotar todos os inimigos, uma fórmula simples e eficaz para garantir a nossa diversão.

A saga R-Type, composta por 8 shoot-em-up’s, ganha agora um novo título, que foge à tradição dos seus antecessores. R-Type Tactics ou R-Type Command como é conhecidos nos EUA, é um jogo de estratégia turn-based para a PSP.

Enquanto nos R-Types anteriores controlavamos um R-9 (e outros modelos no R-Type Final), neste R-Type controlamos a armada dos humanos (e Bydo mais tarde ;) ) em que temos vários veiculos à nossa disposição, muitos deles já conhecidos dos fãs da saga, principalmente se desbloquearam as centenas de naves presentes do R-Type Final para a PS2 (que aconselho vivamente a adquirirem se gostam do género).

O objectivo continua a ser o mesmo, derrotar o malvado império Bydo e salvar a humanidade, mas desta vez usando mais a inteligência do que os reflexos.

A área de combate é geralmente no espaço ou em instalações gigantecas na órbita de luas e planetas, dividida por pequenos hexagonos que servem para indicar possiveis espaços de localização das unidades de jogo. como se fosse um tabuleiro.

Como já referi, a acção é baseada em turnos, onde podemos mover as nossas unidades, atacar o inimigo, recolher recursos para desenvolver novas unidades e invocar algumas acções caracteristicas de cada unidade de modo a ganhar vantagem sobre o outro lado. Entre cada acção das nossas unidades é possivel ver uma breve cena de combate em 3D.

Outros aspectos a ter em consideração no gameplay, são as caracteristicas dos terrenos que podemos usar em nossa vantagem, para esconder ou defender unidades ou até mesmo encurralar um inimigo e as armas especiais de algumas unidades qe nos podem trazer vantagens quando usadas no momento certo, muitas delas nem sempre estão disponiveis, como o Charge Beam das unidades R-9 que têm um poder de devastação incrivel.

Além de estratégia, R-Type Tactics conta com um pouco de RPG visto ser-nos possivel ir mantendo unidades ao longo do tempo, o que implica uma evolução das potencialidades das naves e dos pilotos.

R-Type Tactics conta-nos em parte a história do universo de R-Type, dando assim a conhecer um pouco mais sobre Bydo e as origens deste império do mal.

Para aqueles que esperavam por um “verdadeiro” R-Type para a PSP, Tactics pode ser uma desilusão, mas para os verdadeiros fãs, uma incursão mais detalhada no universo de R-Type pode trazer alguns pontos adicionais a este título.

Recomendado!

Clássicos da Capcom na PSP

Se tens mais de 25 anos é bem provável que tenhas, pelo menos uma vez na tua vida, “torrado” uns bons euros (ou escudos) em jogos de arcade. É também muito provável que um desses jogos seja da Capcom.

A Capcom, entre os anos 80 e finais dos anos 90 foi a editora de video jogos que mais sucesso teve nos jogos de arcada, principalmente com jogos da série Street Fighter ou outros jogos como Final Fight, a série 194X, Ghosts n’ Goblins, etc…

Hoje, muitos desses títulos são considerados clássicos do retrogaming e continuam a dar a mesma vontade de jogar, mas com o passar do tempo e com a evolução das consolas de jogos, os salões de jogos onde jogávamos têm vindo a desaparecer. No entanto, os senhores da Capcom são uns porreiros (e espertos também) e lançaram já há algum tempo duas compilações de clássicos da Capcom para a PSP.

Capcom Classics Collection Remixed e Capcom Classics Collection Reloaded são dois títulos que não vais querer perder por duas razões. A primeira é porque encontras ainda com alguma facilidade os dois títulos nas lojas da especialidade por 15€, a segunda é pela lista de jogos que se segue:

Capcom Classics Collection Remixed

1. 1941: Counter Attack
2. Avengers
3. Bionic Commando
4. Black Tiger
5. Block Block
6. Captain Commando
7. Final Fight
8. Forgotten Worlds
9. Last Duel
10. Legendary Wings
11. Magic Sword
12. Mega Twins
13. Quiz & Dragons
14. Section Z
15. Side Arms: Hyper Dyne
16. The Speed Rumbler
17. Street Fighter
18. Strider
19. Three Wonders
20. Varth

Capcom Classics Collection Reloaded

1. 1942
2. 1943
3. 1943 Kai
4. Commando
5. Eco Fighters
6. Exed Exes
7. Ghosts ‘n Goblins
8. Ghouls ‘n Ghosts
9. Super Ghouls ‘n Ghosts
10. Gun.Smoke
11. The King of Dragons
12. Knights of the Round
13. Mercs
14. Pirate Ship Higemaru
15. SonSon
16. Street Fighter II
17. Street Fighter II: Champion Edition
18. Street Fighter II: Hyper Fighting
19. Vulgus

Quase 40 clássicos em dois UMDs para jogar a qualquer altura na tua PSP. As conversões dos jogos estão excelentes, os gráficos estão iguais aos das versões das arcades e até permitem rodar o ecrã para jogos como o Mercs e outros shoot-em-ups que têm o ecrã na vertical. Suporta dois jogadores, os controles são configuráveis e ainda têm alguns extras para desbloquear como artwork e bandas sonoras dos jogos.

Definitivamente dois títulos que não vais querer deixar de fora da tua colecção de clássicos :)