Archive for the 'Reviews' Category

O Regresso de Dizzy

Apesar de Super Mario e Sonic serem dois enormes ícones dos videojogos, o facto de serem mascotes de consolas, exclusivos às suas respectivas marcas, fez com que muitos gamers com computadores, como o Spectrum, Commodore 64 e Amiga adoptassem outros “ídolos”.

Dizzy, um ovo aventureiro, criado pelos Oliver Twins, foi a estrela em perto de 10 jogos, todos eles multi plataforma e grandes êxitos dentro do género, tornando-se assim o ícone para quem não tinha consolas.

Hoje a Codemasters lança um remake de um dos melhores títulos da série – Dizzy: Prince Of The Yolkfolk – para plataformas Android e iOS a um preço budget.

Não há muito para dizer sobre o jogo em si, visto estarmos perante um titulo que funciona muito à base da nostalgia, serão com certeza os antigos fans de Dizzy os primeiros a comprar o jogo.

A jogabilidade é classica, não vamos encontrar nem tiros nem pancada, mas sim diálogo e uso de objectos para progredir na aventura. Dizzy:POTY é um jogo divertido que atrai muito pela sua simplicidade e pelos seus puzzles.

Vale a pena, não só pelo preço mas para relembrar se for esse o vosso caso.

Pac-Man Championship Edition DX

Se houve jogo que marcou a infância de muitos gamers foi Pac-Man, o clássico da Namco, que torna hoje o herói comedor de fantasmas num sinónimo de retrogaming.

Pac-Man teve várias versões ao longo dos anos, quem não se lembra de Super Pac-Man, Ms. Pac-Man e Pac-Mania? A Namco continua a alimentar o universo de jogos da sua mascote e este ano não foi excepção. No início de 2011, vimos chegar mais um título ao universo de Pac-Man, desta vez um upgrade ao Pac-Man Championship Edition que fica agora com o prefixo DX de Deluxe no seguimento da colecção Namco Generations.

Em Pac-Man Championship Edition DX, a Namco trouxe a jogabilidade clássica do Pac-Man original aos dias de hoje. Pac-Man continua a comer pontos e fantasmas, mas desta vez com algumas novidades. Os níveis deixaram de ser estáticos, transformando-se à medida que o número de pontos e fantasmas que o nosso herói vai comendo aumenta, bem como a velocidade do jogo que chega a ser alucinante.

Mas não pensem que o jogo é assim tão simples. Ao ser um titulo lançado para a Xbox 360 e PS3, estamos constantemente a competir com os high-scores de todos os jogadores do mundo. Se querem obter uma bom pontuação, será necessário ir aprendendo os vários padrões de jogo de modo a conseguir o jogo perfeito! Como se não bastasse tudo isto, é bom que tenham os vossos reflexos no máximo, porque quando tiverem 50 fantasmas atrás do vosso Pac-Man, não convém fazer uma curva no sitio errado do labirinto.

Pac-Man, por sua vez também trás novos truques na manga, possuindo bombas que podem ser usadas em número limitado, para enviar os fantasmas para o centro do labirinto temporariamente, tempo suficiente para nos escaparmos de uma situação de quase morte. Outro dos truques de Pac-Man é poder escapar em algumas situações usando uma especie de bullet time à la Matrix quando os fantasmas estão demasiado perto dele! Sem dúvida duas adições ao gameplay bastante inovadoras e divertidas.

O jogo possui 3 modos principais: Score Attack em que se tenta obter a maior pontuação em níveis de 5 e 10 minutos; Time-Attack que consiste em vários níveis onde o jogador tem que cumprir os objectivos definidos no inicio de cada nível e por fim Ghost Combo que consiste em níveis onde o jogador tem que comer o maior número de fantasmas. Por cada nível concluído é nos atribuido um ranking de acordo com o leaderboard mundial conforme já tinha indicado mais acima. No total existem nove “mundos”, cada um deles pode ser jogado com vários estilos de gráficos que vão desde a versão do Pac-Man do Atari até ao estilo do Pac-Mania. Sem dúvida um gesto muito especial da Namco ao celebrar com este jogo, o 30º aniversário de Pac-Man.

Para concluir, Pac-Man Championship Edition DX é um excelente jogo, para qualquer jogador, mas acima de tudo para retrogamers e fans de Pac-Man que já tinham algumas saudades de algo novo!

Sem dúvida que é recomendado pelo 8BR! Pac-Man Championship Edition DX pode ser adquirido no Xbox Live e Playstation Network.

Micro Men

aqui falámos desse grande marco da história dos computadores e dos video jogos que foi o Sinclair ZX Spectrum, mas nunca é demais conhecer os pormenores do início de vida dos micro computadores dos anos 80.

Recentemente fiquei a conhecer um blog português dedicado ao retro gaming chamado Archeogamer, com grande focus no Spectrum. Foi ao ler alguns dos artigos deste excelente blog que fiquei a saber da existência de Micro Men, um docudrama feito pela BBC que conta precisamente a origem da revolução da industria dos micro computadores no Reino Unido, bem como da corrida ao topo das suas figuras mais proeminentes: Sir Clive Sinclair e Chris Curry (fundador da Acorn Computers).

Micro Men é um filme bastante interessante e apesar de algumas incongruências, não deixa de ser um retrato fiel da época. Se estiverem interessados, podem ver o filme nesta playlist do Youtube :)

Final Fantasy IV: The Complete Collection



A Square-Enix continua a sua tradição de reciclar / reinventar a saga Final Fantasy e traz-nos agora a derradeira compilação de um dos melhores títulos dos últimos 20 anos: Final Fantasy IV.

Final Fantasy IV: The Complete Collection é, tal como o nome indica, uma colecção de três jogos (spoiler free):

Final Fantasy IV – a origem, lançado originalmente na Super Nintendo no Japão e EUA (aqui como Final Fantasy II), conta a história de Cecil, Rosa e Kain e da sua demanda para salvar o Planeta Azul (Terra) dos planos maléficos de Golbez. Pelo caminho, vão encontrando vários personagens que se juntarão ao seu grupo, unindo forças, ao bom estilo dos JRPGs. FFIV é um marco na saga de FF por ser o primeiro jogo que define profundamente as personalidades dos personagens e pela sua história.

Final Fantasy IV: Interlude – um pequeno episódio que faz a ponte entre Final Fantasy IV e Final Fantasy IV: The After Years, com uma duração de 15 horas de jogo.

Final Fantasy IV: The After Years – lançado originalmente no Japão em 2008 para telemóveis e em 2009 para a Wii via Wii Ware, é a continuação de Final Fantasy IV, 17 anos depois, contada em pequenos episódios do ponto de vista dos personagens originais e seus descendentes. A história começa com o aparecimento de uma segunda lua o que levanta a preocupação de Cecil e Rosa devido aos acontecimentos anteriores (em FFIV).

Final Fantasy IV já teve outras releases (GBA e PS1) e recentemente um remake para a NDS, em 3D, à semelhança do que haviam feito com Final Fantasy III, mas esta versão para a PSP segue a mesma fórmula dos releases anteriores na PSP: gráficos 2D redesenhados, bem como novos efeitos, áudio e banda sonora.

Esta colecção é obrigatória para todos os fãs de Final Fantasy, mesmo os que já jogaram FFIV numa das suas iterações anteriores. A inclusão do FFIV: Interlude e FFIV: The After Years oferece umas boas centenas de horas de jogo extra a um preço que não se consegue noutra plataforma, visto que na Wii Ware, todos os episódios de FFIV: After Years são pagos individualmente, para não falar também nos extras incluídos, como a possibilidade de escolher entre a banda sonora original ou a rearranjada e as galerias de artwork original que se vão desbloqueando ao longo do jogo.

Na Europa, a colecção foi lançada em duas versões: normal e de coleccionador, sendo as únicas diferenças a embalagem com artwork especial e a inclusão de cartões com artwork dos personagens e um pano com artwork de Cecil, o personagem principal.

Mais um título obrigatório para os retrogamers fãs da saga Final Fantasy!

Boxer – Emulador de DOS para Mac

Secret of Monkey Island, Doom, Another World, Legend of Kyrandia, Leisure Sweet Larry… a lista dos jogos de DOS que fizeram parte da juventude da maioria dos Retrogamers é imensa. Tivémos muitos jogos excelentes, também havia muita porcaria pelo meio é verdade, mas ainda hoje muitos de nós recordamos os bons velhos tempos.

Boxer é um emulador de DOS para Mac que nos trás de volta a possibilidade de voltar a jogar todos esses jogos que temos guardados no sotão. À boa maneira do Mac, Boxer possui um interface simples, elegante e funcional. Basta arrastar a pasta com o jogo ou imagem do CD para o local correcto e o Boxer adiciona o jogo à prateleira de jogos virtual, onde podemos configurar as opções ao nosso gosto, como mudar nomes, configurações e até mesmo adicionar uma imagem da capa do jogo. Não é necessário estarmos a optimizar o autoexec.bat e o config.sys para termos mais RAM :) a maioria dos jogos funciona logo à primeira!

 

Boxer é open source e pode ser descarregado do site oficial.

Para descarregarem alguns jogos de DOS, sugiro os seguintes sites:

Sonic 4 ou como a Sega estragou o Sonic… de novo.

Desde que a Sega deixou de fazer consolas, jogos do Sonic são despejados para o mercado ao pontapé. É o Sonic com o Mario, é o Sonic com a pandilha habitual, é o Sonic versão Twilight Lobisomem, enfim… ainda havemos de jogar Sonic num micro-ondas.

O ano passado, a Sega resolveu brindar os fãs do velho ouriço com mais um título, desta vez um Sonic especial, o quase messiânico Sonic 4, em 2.5D (melhor que 2D e que 3D). Devo dizer que fiquei entusiasmado com este título, coisa que não acontecia com um jogo do Sonic há muitos anos. Gosto de jogos do Sonic. Entendam-se, jogos do Sonic até à passagem da série para 3D, porque a partir daí não consigo achar piada a nenhum. Para mim, Sonic é para jogar em 2D, sempre a abrir caminho pelos diversos inimigos, como Yuji Naka idealizou inicialmente. Foi assim até ao Sonic & Knuckles e é assim que continuo a jogar.

As imagens iniciais que a Sega mostrou de Sonic 4 (Project Needlemouse) deixaram milhões de fans em delirio, uns pela positiva, outros pela negativa. Da minha parte houve o beneficio da dúvida, afinal era um jogo em desenvolvimento e muito poderia mudar. E mudou. A Sega alterou o estilo para alguns dos gráficos do jogo, a pedido de muitos fans, que rejubilaram por terem os seus desejos concretizados. Na fase final de testes do jogo, uma versão beta é posta acidentalmente na PartnerNet, a versão da Xbox Live para developers, e começam os rumores de que a física do jogo é completamente aberrante, muito diferente de todos os restantes títulos clássicos em 2D.

Sonic 4 Episode I (sim são pelo menos dois episódios) é lançado em Outubro, e as críticas são dispares. Há quem diga que Sonic 4 é dos melhores títulos da série, há quem diga que a Sega devia ter estado quietinha em vez de lançar um jogo daqueles. Eu só comprei o jogo no Natal quando o preço baixou, isto porque custa-me pagar o preço de um jogo por meio jogo… ou um terço de jogo… isto porque ainda não se sabe quantos episódios irão constituir o jogo na totalidade.

A minha primeira reacção foi um misto de espanto com desespero. Gráficamente Sonic 4 é um sonho, é como se o Sonic 1 tivesse sido puxado para o sec. XXI, a banda sonora está boa, mas com espaço para melhorar, visto que as músicas não ficam no ouvido como acontecia nos outros títulos da série. Quando comecei a jogar a minha vontade foi atirar com o comando para o chão… a física do jogo está realmente terrível. O Sonic, além de ter crescido e ter o dobro do tamanho do que tinha nos primeiros jogos (e de agora ter lentes de contacto verdes), parece que lhe pesa a cabeça. O bicho pura e simplesmente não ganha momentum… há alturas em que quando salta, se não continuamos a pressionar o pad na direcção em que ele vai, ele pára no ar e cai a pique. Outras vezes em que um spin dash não é suficiente para subir uma parede. Solução? Andar normalmente. Sim. Ganhar a velocidade máxima não faz o Sonic escalar uma parede, mas pode simplesmente andar e subir a parede tipo Spider Man. Uma perfeição. Mas o pior não é a física, o desenho dos níveis é escabroso! O primeiro nível é bom, mas isso deve-se ao facto de estar inspirado nos primeiros níveis de Sonic 1 e 2. Já o segundo nível, Lost Labyrinth é a coisinha mais mal parida que apareceu num jogo do Sonic. Os obstáculos quebram a fluidez do jogo e os puzzles funcionam mal e são pouco intuitivos. Outra coisa que se repara ao longo do jogo é a quantidade e diversidade de inimigos, que é pouca. O boss é o Dr. Ivo Robotnick ou Dr. Eggman e temos 10 ou 11 inimigos diferentes ao longo de todo o jogo.

Sonic 4 é acima de tudo um jogo com um enorme potencial caso nos consigamos abstrair de todos estes problemas, mas ao final do dia, para os verdadeiros fans de Sonic fica muito à quem de uma tech demo… Esperemos que o episódio 2 seja uma oportunidade para a Sega corrigir todos estes erros e olhar realmente para a genese da série e ver que o que foi feito há 20 anos continua a ser o melhor.

Sonic 4 Episode 1 está disponível via download para a Wii, PS3, X360 e iPhone.

Gamepad da PlaySega

A Sega já começou a enviar os Gamepads oferecidos no serviço PlaySega que havíamos aqui mencionado anteriormente.

Esteticamente o gamepad é uma réplica do pad da Saturn japonesa com algumas alterações a nível das cores. Não sei se a nível de construção é também semelhante porque não possuo nenhum para comparar, mas é leve e o plástico é de boa qualidade.

Testei-o num Mac e funciona perfeitamente, o mesmo deverá de acontecer em PCs com Windows e Linux. Para o utilizar no PlaySega, o pad é reconhecido mas tem que ser configurado pelo menu de configuração do emulador e para outros emuladores como o Kega Fusion o procedimento é o mesmo.

Os botões respondem bem mas parecem um pouco soltos o que não acontece com os laterais que são mais rigidos. O D-Pad surpreendeu-me pela suavidade que não aparentava ter e responde igualmente bem.

Resumindo, é um bom pad para jogar retro jogos e parece adaptar-se a todos os tipos de mãos, mesmo para quem tem mãos grandes. Se subscreveram o serviço, o vosso pad de oferta deve de estar a chegar ;)

Space Invaders Infinity Gene – A Evolução de um Clássico

Space Invaders Inifinity GeneA Taito lançou hoje para o iPhone / iPod Touch o Space Invaders Infinity Gene, título até hoje apenas disponível para os telemóveis na terra do Sol nascente. Ao contrário de Space Invaders Extreme, Infinity Gene não é tão gráficamente agradável à vista, na verdade está mais perto do Space Invaders original com os seus gráficos vectoriais 80′s style, do que a acid trip que podemos experimentar com Extreme.

spaceinvadersinfgene

No entanto, Infinity Gene leva a saga a outros vôos, literalmente, ou seja, pela primeira vez num título da saga Space Invaders deixamos de estar limitados ao eixo X e podemos manobrar livremente a nave pelo ecrã mais ao estilo de um shooter. Mais uma vez, à nossa espera encontram-se waves e waves de inimigos, alguns já conhecidos mas a maioria completamente diferentes do que encontramos até agora nos vários títulos da série.

O nome Inifinity Gene vem do facto de existir uma “árvore” que vai evoluindo à medida que apanhamos powerups e passamos de nível. Os vários estágios de evolução da árvore vão alterar a maneira como jogamos, dando-nos outros estilos de armas, velocidade e outras capacidades.

Outro dos pontos altos do jogo é a banda sonora, ao mais puro estilo electro, adequa-se 100% à jogabilidade, no entanto podemos escolher músicas da nossa própria biblioteca do iPhone / iPod Touch para banda sonora.

Com 36 níveis oficiais, Inifinty Gene proporciona-nos algumas horas de jogo, principalmente com a evolução dos níveis o que torna o jogo quase infinito. Um mimo para todos os fãs de Space Invaders!

Mais sobre Space Invaders no 8-Bit Revolution

WipeOut HD Fury disponivel na PSN


O Studio Liverpool consegui-o de novo, a extensão Fury para o WipeOut HD vêm melhorar significativamente o que já era um jogo excelente. WipeOut HD Fury tem um custo de 9.99€ (metade do preço inicial do WipeOut HD) e vêm recheado de novas pistas, veículos, campanhas de single player e modos de jogo que certamente irão agradar aos fãs da serie.

Mas Fury vai muito mais além do que esperávamos, com os novos modos de jogo Eliminator, Detonator e Zone Battle, WipeOut deixa de ser um jogo apenas de corridas. No modo Eliminator ganhamos pontos eliminando os nossos adversários, tornando-se o principal objectivo ganhar o maior número de pontos possível, não fazendo as voltas à pista em primeiro lugar, mas sim destruindo tudo o que se atravessa à nossa frente utilizando para isso várias manobras sendo uma das mais notáveis a volta de 180º em plena corrida.

Detonator torna WipeOut num shooter, uma espécie de Deathmatch em que equipamos a nossa nave com uma metrelhadora e com a Shockwave. Ambas as armas terão de ser recarregadas, o que implica que não podemos disparar ao nosso bel prazer enquanto evitamos e eliminamos as minas ao longo do percurso. A base deste modo está o modo já existente das Zones, o que significa que a velocidade de jogo e o número de minas vai aumentado conforme o número de voltas que vamos fazendo… enfim, totalmente alucinante!

WipeOut HD Fury

O último modo, a Zone Battle, é talvez o menos divertido dos três modos, mas não deixa de ser interessante. Como o próprio nome indica, este modo também tem origem no modo das Zones, mas desta vez temos que correr contra várias naves até chegar à zona alvo. À medida que vamos passando por certas plataformas, enchemos a Zone Bar que nos permite um boost de velocidade ou energia (conforme escolhermos).

Fury é sem dúvida uma expansão obrigatória para todos os que gostam de WipeOut e para os que ainda não experimentaram a velocidade alucinante deste jogo. Se ainda não têm o WipeOut HD, comprem o jogo e a expansão que não se vão arrepender, pois todos os modos de Fury são retrocompativeis com os modos originais de HD ficando assim com muito para jogar!

Bionic Commando Rearmed

Bionic Commando Rearmed

Uma das jogadas de mestre da Capcom nos últimos tempo foi re-animar algumas das suas franchises de mais sucesso dos anos 90. Este ano tivémos um novo Street Fighter, cujos lutadores vieram quase todos directamente de Street Fighter II, mas já o ano passado a Capcom havia lançado remakes de três títulos retro: Commando, 1942 e Bionic Commando.

Capas Bionic Commando

A versão original de Bionic Commando saiu em 1988 para as arcadas e teve portes para as principais plataformas de jogos da altura: Spectrum, Amiga, Atari, etc. mas a versão que viria a ter mais sucesso foi, sem dúvida, a versão para a NES conhecida no Japão como “Top Secret: Hitler’s Revival”.

Bionic Commando Rearmed

Bionic Commando para a NES era diferente da versão de arcade, a base de jogabilidade era a mesma, tinhamos o nosso heroi com um braço extensivel, mas enquanto o primeiro BC era um jogo de pura acção e plataformas, a versão NES incluia alguns elementos inovadores, como uma história, personagens definidas e salas com puzzles que permitiam ao jogador ir descobrindo mais sobre o enredo do jogo. Outra das caracteristicas que marcaram a versão NES foi a banda sonora, que para a altura mostrara-se inovadora e aclamada pelo seu cariz militaristico adequado ao jogo.

Foram todas estas características que levaram o Bionic Commando a tornar-se num jogo de culto para quem tinha uma NES e foi precisamente por esse culto existir ainda hoje que a Capcom decidiu criar um remake desta versão.

Bionic Commando Rearmed é um remake 100% fiel á sua origem. Quero com isto dizer que quem jogou o original na NES vai decididamente sentir-se em casa. A estrutura do jogo está muito semelhante à original, até mesmo o controle do personagem continua com as mesmas falhas que proporcionam uma certa dificuldade.

BCR

Nathan Spencer, o heroi do jogo, tem como missão infiltrar-se nas instalações do inimigo e resgatar Super Joe, um comando especial enviado antes de Nathan.

Durante a sua missão conta apenas com o seu braço bionico e com armamento que vai encontrando. Para o auxiliar na sua missão, Nathan conta também com uma boleia de helicoptero entre niveis, que por vezes o irá levar a combates com uma perprectiva “top down” estilo Commando e Mercs.

BCR

Alguns elementos do jogo foram actualizados para os nossos dias. Os puzzles que na versão original serviam para fazer escutas telefónicas deram lugar a sessões de hacking para que nos infiltremos na rede informática do inimigo :) As armas são em mais variadade e os seus efeitos variam de inimigo para inimigo.

Fora da mecânica do jogo encontramos também algumas novidades. Existem vários modos multiplayer, um deles cooperativo para dois jogadores e que torna a dificuldade do jogo diferente. Existem também vários “Challenge Rooms” e leaderboards online para que possamos comparar os tempos que fazemos nos vários níveis.

BCR

Bionic Commando Rearmed é um jogo feitos por fãs para fãs. Nota-se o cuidado e a devoção com que este jogo foi feito, principalmente para quem conhece o original. Para quem nunca ouviu falar de Bionic Commando, este é um excelente jogo para se iniciar no universo da série e sim, digo série, porque esta semana saí Bionic Commando para a PS3 e XBOX 360, a sequela de Bionic Commando Rearmed que continua a sua historia.

No site oficial do jogo podemos ler um comic – Bionic Commando: Chain of Command – que explica o que se passou entre os dois jogos e dá o mote para o novo título da Capcom.

Bionic Commando Rearmed está disponível para a PS3, XBOX 360 e PC, estando a versão para a PS3 em promoção até hoje. Um excelente remake de um excelente clássico do retro gaming!

Trivia

  • Super Joe aka Joseph Gibson, o comando que temos que salvar em Bionic Commado é nada mais nada menos do que o protagonista de dois clássicos da Capcom – Commando e Mercs, a sequela. Em Bionic Commando (3D) estaremos sobre as ordens de Super Joe.
  • Nas compilações Capcom Classics Collection Remix e Reloaded para a PSP podes encontrar o Bionic Commando (versão arcade), o Commando e o Mercs.