Archive for the 'Reviews' Category

Gamepad da PlaySega

A Sega já começou a enviar os Gamepads oferecidos no serviço PlaySega que havíamos aqui mencionado anteriormente.

Esteticamente o gamepad é uma réplica do pad da Saturn japonesa com algumas alterações a nível das cores. Não sei se a nível de construção é também semelhante porque não possuo nenhum para comparar, mas é leve e o plástico é de boa qualidade.

Testei-o num Mac e funciona perfeitamente, o mesmo deverá de acontecer em PCs com Windows e Linux. Para o utilizar no PlaySega, o pad é reconhecido mas tem que ser configurado pelo menu de configuração do emulador e para outros emuladores como o Kega Fusion o procedimento é o mesmo.

Os botões respondem bem mas parecem um pouco soltos o que não acontece com os laterais que são mais rigidos. O D-Pad surpreendeu-me pela suavidade que não aparentava ter e responde igualmente bem.

Resumindo, é um bom pad para jogar retro jogos e parece adaptar-se a todos os tipos de mãos, mesmo para quem tem mãos grandes. Se subscreveram o serviço, o vosso pad de oferta deve de estar a chegar ;)

Space Invaders Infinity Gene – A Evolução de um Clássico

Space Invaders Inifinity GeneA Taito lançou hoje para o iPhone / iPod Touch o Space Invaders Infinity Gene, título até hoje apenas disponível para os telemóveis na terra do Sol nascente. Ao contrário de Space Invaders Extreme, Infinity Gene não é tão gráficamente agradável à vista, na verdade está mais perto do Space Invaders original com os seus gráficos vectoriais 80′s style, do que a acid trip que podemos experimentar com Extreme.

spaceinvadersinfgene

No entanto, Infinity Gene leva a saga a outros vôos, literalmente, ou seja, pela primeira vez num título da saga Space Invaders deixamos de estar limitados ao eixo X e podemos manobrar livremente a nave pelo ecrã mais ao estilo de um shooter. Mais uma vez, à nossa espera encontram-se waves e waves de inimigos, alguns já conhecidos mas a maioria completamente diferentes do que encontramos até agora nos vários títulos da série.

O nome Inifinity Gene vem do facto de existir uma “árvore” que vai evoluindo à medida que apanhamos powerups e passamos de nível. Os vários estágios de evolução da árvore vão alterar a maneira como jogamos, dando-nos outros estilos de armas, velocidade e outras capacidades.

Outro dos pontos altos do jogo é a banda sonora, ao mais puro estilo electro, adequa-se 100% à jogabilidade, no entanto podemos escolher músicas da nossa própria biblioteca do iPhone / iPod Touch para banda sonora.

Com 36 níveis oficiais, Inifinty Gene proporciona-nos algumas horas de jogo, principalmente com a evolução dos níveis o que torna o jogo quase infinito. Um mimo para todos os fãs de Space Invaders!

Mais sobre Space Invaders no 8-Bit Revolution

WipeOut HD Fury disponivel na PSN


O Studio Liverpool consegui-o de novo, a extensão Fury para o WipeOut HD vêm melhorar significativamente o que já era um jogo excelente. WipeOut HD Fury tem um custo de 9.99€ (metade do preço inicial do WipeOut HD) e vêm recheado de novas pistas, veículos, campanhas de single player e modos de jogo que certamente irão agradar aos fãs da serie.

Mas Fury vai muito mais além do que esperávamos, com os novos modos de jogo Eliminator, Detonator e Zone Battle, WipeOut deixa de ser um jogo apenas de corridas. No modo Eliminator ganhamos pontos eliminando os nossos adversários, tornando-se o principal objectivo ganhar o maior número de pontos possível, não fazendo as voltas à pista em primeiro lugar, mas sim destruindo tudo o que se atravessa à nossa frente utilizando para isso várias manobras sendo uma das mais notáveis a volta de 180º em plena corrida.

Detonator torna WipeOut num shooter, uma espécie de Deathmatch em que equipamos a nossa nave com uma metrelhadora e com a Shockwave. Ambas as armas terão de ser recarregadas, o que implica que não podemos disparar ao nosso bel prazer enquanto evitamos e eliminamos as minas ao longo do percurso. A base deste modo está o modo já existente das Zones, o que significa que a velocidade de jogo e o número de minas vai aumentado conforme o número de voltas que vamos fazendo… enfim, totalmente alucinante!

WipeOut HD Fury

O último modo, a Zone Battle, é talvez o menos divertido dos três modos, mas não deixa de ser interessante. Como o próprio nome indica, este modo também tem origem no modo das Zones, mas desta vez temos que correr contra várias naves até chegar à zona alvo. À medida que vamos passando por certas plataformas, enchemos a Zone Bar que nos permite um boost de velocidade ou energia (conforme escolhermos).

Fury é sem dúvida uma expansão obrigatória para todos os que gostam de WipeOut e para os que ainda não experimentaram a velocidade alucinante deste jogo. Se ainda não têm o WipeOut HD, comprem o jogo e a expansão que não se vão arrepender, pois todos os modos de Fury são retrocompativeis com os modos originais de HD ficando assim com muito para jogar!

Bionic Commando Rearmed

Bionic Commando Rearmed

Uma das jogadas de mestre da Capcom nos últimos tempo foi re-animar algumas das suas franchises de mais sucesso dos anos 90. Este ano tivémos um novo Street Fighter, cujos lutadores vieram quase todos directamente de Street Fighter II, mas já o ano passado a Capcom havia lançado remakes de três títulos retro: Commando, 1942 e Bionic Commando.

Capas Bionic Commando

A versão original de Bionic Commando saiu em 1988 para as arcadas e teve portes para as principais plataformas de jogos da altura: Spectrum, Amiga, Atari, etc. mas a versão que viria a ter mais sucesso foi, sem dúvida, a versão para a NES conhecida no Japão como “Top Secret: Hitler’s Revival”.

Bionic Commando Rearmed

Bionic Commando para a NES era diferente da versão de arcade, a base de jogabilidade era a mesma, tinhamos o nosso heroi com um braço extensivel, mas enquanto o primeiro BC era um jogo de pura acção e plataformas, a versão NES incluia alguns elementos inovadores, como uma história, personagens definidas e salas com puzzles que permitiam ao jogador ir descobrindo mais sobre o enredo do jogo. Outra das caracteristicas que marcaram a versão NES foi a banda sonora, que para a altura mostrara-se inovadora e aclamada pelo seu cariz militaristico adequado ao jogo.

Foram todas estas características que levaram o Bionic Commando a tornar-se num jogo de culto para quem tinha uma NES e foi precisamente por esse culto existir ainda hoje que a Capcom decidiu criar um remake desta versão.

Bionic Commando Rearmed é um remake 100% fiel á sua origem. Quero com isto dizer que quem jogou o original na NES vai decididamente sentir-se em casa. A estrutura do jogo está muito semelhante à original, até mesmo o controle do personagem continua com as mesmas falhas que proporcionam uma certa dificuldade.

BCR

Nathan Spencer, o heroi do jogo, tem como missão infiltrar-se nas instalações do inimigo e resgatar Super Joe, um comando especial enviado antes de Nathan.

Durante a sua missão conta apenas com o seu braço bionico e com armamento que vai encontrando. Para o auxiliar na sua missão, Nathan conta também com uma boleia de helicoptero entre niveis, que por vezes o irá levar a combates com uma perprectiva “top down” estilo Commando e Mercs.

BCR

Alguns elementos do jogo foram actualizados para os nossos dias. Os puzzles que na versão original serviam para fazer escutas telefónicas deram lugar a sessões de hacking para que nos infiltremos na rede informática do inimigo :) As armas são em mais variadade e os seus efeitos variam de inimigo para inimigo.

Fora da mecânica do jogo encontramos também algumas novidades. Existem vários modos multiplayer, um deles cooperativo para dois jogadores e que torna a dificuldade do jogo diferente. Existem também vários “Challenge Rooms” e leaderboards online para que possamos comparar os tempos que fazemos nos vários níveis.

BCR

Bionic Commando Rearmed é um jogo feitos por fãs para fãs. Nota-se o cuidado e a devoção com que este jogo foi feito, principalmente para quem conhece o original. Para quem nunca ouviu falar de Bionic Commando, este é um excelente jogo para se iniciar no universo da série e sim, digo série, porque esta semana saí Bionic Commando para a PS3 e XBOX 360, a sequela de Bionic Commando Rearmed que continua a sua historia.

No site oficial do jogo podemos ler um comic – Bionic Commando: Chain of Command – que explica o que se passou entre os dois jogos e dá o mote para o novo título da Capcom.

Bionic Commando Rearmed está disponível para a PS3, XBOX 360 e PC, estando a versão para a PS3 em promoção até hoje. Um excelente remake de um excelente clássico do retro gaming!

Trivia

  • Super Joe aka Joseph Gibson, o comando que temos que salvar em Bionic Commado é nada mais nada menos do que o protagonista de dois clássicos da Capcom – Commando e Mercs, a sequela. Em Bionic Commando (3D) estaremos sobre as ordens de Super Joe.
  • Nas compilações Capcom Classics Collection Remix e Reloaded para a PSP podes encontrar o Bionic Commando (versão arcade), o Commando e o Mercs.

Resident Evil 5

Resident Evil 5

Quando a Capcom lançou o Resident Evil 4, a opinião da fã base foi de que seria muito difícil um Resident Evil 5 superar o seu predecessor.

Ao jogarmos RE5 nota-se claramente que a Capcom aproveitou tudo o que tornou RE4 um “insta-classic”: as posições da câmara, o sistema de mira, os movimentos do protagonista, os ataques físicos e até o ambiente, se bem que desta vez não combatemos zombies espanhóis “Ganados” mas sim zombies africanos “Majini”.
No entanto nem tudo vem de RE4. Neste novo título temos um companheiro constante ao longo da aventura, melhor, uma companheira, Sheva Alomar, que pode ser controlada por um segundo jogador ou, em caso de jogarmos em modo de single player, controlada por uma AI extraordinária.

Muitas foram as melhorias neste título: os gráficos, agora na PS3 e XBOX 360, fazem brilhar o jogo com um detalhe e beleza fenomenais, todos os personagens são super detalhados, desde os principais até à “carne para canhão” e os movimentos, bastante naturais, são resultado de horas de motion capture de actores, que dão sem dúvida um aspecto mais realista aos personagens.

Em termos de jogabilidade, RE5 não foge ao seu predecessor. Ainda não é possível disparar e andar ao mesmo tempo, o que sempre foi uma limitação na maioria dos títulos da série, mas de resto, iremos passar muito tempo a disparar, racionar armamento e trocar / comprar / vender armas e mantimentos, uma constante também na série.

Resident Evil 5

Apanhar ouro, armas e itens durante os níveis é fundamental visto que desta vez não temos “Merchants” pelo jogo como em RE4. Como tal, todas as compras e vendas são feitas entre cada nível.
São também frequentes as áreas em que utilizamos veículos, como barcos, carrinhas todo o terreno, geralmente sempre com algum dos membros da equipa a disparar sobre hordas de Majini ou então sobre os “Bosses” que aparecem no meio ou no fim dos níveis.

Mas toda esta mecânica de jogo não têm fundamento se não estiver inserida numa história que mergulhe o jogador completamente no universo de Resident Evil.
RE5 mostra que o termo “survival horror” não implica estar a lutar pela sobrevivência sempre num ambiente nocturno, na verdade a maior parte de RE5 passa-se durante o dia e teremos até oportunidade de ver cenários naturais tipicamente africanos que nos farão parar para admirar a beleza de um pôr do sol. É claro que tudo isto irá decepcionar os mais puristas, mas talvez RE5 os faça mudar de ideias ao longo do jogo.

Neste novo capítulo, temos o regresso de Chris Redfield que agora faz parte da BSAA (Bioterrorism Security Assessment Agency), um grupo internacional que, depois da extinção da Umbrela Corporation, se dedica a encerrar organizações terroristas que ainda utilizem o espólio da Umbrella como armas.

Resident Evil 5

Chris é destacado para África depois de saber que existe uma epidemia em algumas áreas do país, onde se encontra com Sheva Alomar, membro da divisão Africana da BSAA de modo a se juntarem a equipas que já se encontram no terreno a investigar e neutralizar as ameaças resultantes da epidemia.

Não querendo entrar em grandes detalhes para evitar spoilers, serão óbvios os laços deste título com os restantes títulos da série e serão dadas respostas a perguntas que se têm vindo a levantar desde o Resident Evil original.

Além do modo single player, o multiplayer foi também bastante considerado, sendo possível o modo cooperativo entre jogadores, quer online quer local com um segundo comando. Neste momento também se encontra disponível como DLC o modo Versus, que consiste em dois modos multiplayer: Slayers em que os personagens têm que exterminar os Majini e Survivor, que consiste num deathmatch tradicional. Ambos os modos suportam equipas de 4 jogadores, ou seja, 2 equipas de dois jogadores cada.

Também presente em RE5 e como já é tradição, temos o modo Mercenaries, a que teremos acesso quando acabarmos o jogo pela primeira vez.
Outros dos aspectos positivos de RE5 é a sua re-jogabilidade, ou seja, cada vez que acabamos este título, desbloquearemos novos modos, itens, personagens e segredos, o dá um tempo de vida enorme a este título.

Para fechar, Resident Evil 5 é um excelente jogo, digno do nome da série. Apresenta algumas alterações que podem não agradar os mais fãs mais puristas, mas sem dúvida que a sua acção e jogabilidade agradará aos recém-chegados ao Universo de Resident Evil.

Recomendado!

Semana da Capcom

Capcom Logo

Esta semana, aqui no 8-Bit Revolution, será dedicada à Capcom.

Durante os próximos dias poderão contar com críticas a vários títulos da Capcom, quer recentes quer clássicos, passatempos (sim, e desta vez com prémios!) e outros artigos relacionados com uma das maiores editoras de video jogos da actualidade.

Stay tuned!!

Nova Nintendo DSi

Atenção: Este artigo é uma tradução de um artigo que escrevi originalmente no meu blog pessoal e faz referências temporais que podem já não estar adequadas.

Aqueles de vocês que “conhecem” e lêem a minhas “rants” sobre jogos de vídeo, provavelmente sabem que sou um grande fã da Nintendo. Eu não me considero um fanboy, as minhas opiniões sobre jogos e consolas não são baseadas num zelotismo estúpido baseado em marcas. Reconheço os prós e os contras de cada plataforma e jogos, independentemente das marcas por trás deles. Após este pequeno “disclaimer”, estou agora pronto para escrever sobre a nova Nintendo DSi.

A Nintendo DSi foi a primeira consola que eu pré-encomendei numa loja. Não porque estivesse com medo que pudesse esgotar devido à elevada procura, mas porque eu tinha um pressentimento que a maioria das lojas não iria ter grande stock para o lançamento. Porquê? Primeiro porque estamos a falar da Nintendo e, Portugal, caso não saiba, é o maior mercado europeu para a Playstation. Em segundo lugar, porque há abundância de Nintendo DS Lite’s em stock nas lojas que estão a tentar escoar o stock antes de renovar com as novas Nintendo DSi.

Estaria eu certo? Bem, digamos que eu tenho a minha DSi desde dia 3, dia do lançamento europeu, e hoje, dia 5, ainda havia algumas grandes lojas de electrónica de consumo que não têm a DSi. Coincidência? Talvez, mas a minha DSi repousa em segurança nas minhas mãos :D

Rants à parte … Quanto à consola em si, como devem saber, o “salto técnologico” é maior do que foi com a DS Lite. O “i” na DSi não é provavelmente para a Internet, mas deveria de ser, uma vez que será a Internet e as nova loja da DSi Ware que são o grande motor desta consola.

Ainda podemos jogar todos os jogos da DS, e de acordo com a Nintendo, estão a caminho jogos especificamente para a DSi, mas a compra de jogos e de aplicações na loja DSi é o ponto mais forte desta consola.

Como um sinal de apreço, a Nintendo está a oferecer 1000 pontos da Nintendo DSi, se registrar a consola até outubro, pontos esses que podem ser usados para se fazer o download de alguns dos poucos jogos de lançamento disponíveis na loja da DSi. Como de costume, nós os europeus temos menos por onde escolher. O DS browser da Internet é gratuito, o que o torna obrigatóriamente no primeiro download a ser feito. Não sei como ele compara com o anterior browser (pago) disponível para a versão DS e DS Lite, mas esta versão ainda é desenvolvida pela Opera e é tão funcional como qualquer outro navegador móvel, até se pode twiitar a partir dele :D

Dos 5 jogos no DSi loja disponíveis no lançamento, o único que me chamou a atenção e que podem merece ser adquirido é WarioWare: Snapped! Se já jogou algum dos jogos do Wario Ware anteriores não vai se arrepender de jogar este, especialmente quando se joga com a camara da DSi. No final de cada round, são nos mostradas as tristes figuras que fazemos enquanto se joga :D

Voltando à consola, a DSi é menor do que a DS Lite, tem ecrãs maiores, suporte para cartões SD para que possa guardar fotografias, sons, músicas (AAC só, não MP3) e backup dos jogos descarregados a partir da loja online. Espero que no futuro, a Nintendo faça o mesmo que fez com o Wii e que permita que os jogos possam ser jogados diretamente do cartão SD.

Juntamente com a DSi Store, a DSi vem com os habituais Pictochat e DS Download Play, bem como duas novas “aplicações”: Nintendo DSi Camera e Nintendo DSi Sound. A primeira permite que se utilizem as duas câmaras (sim duas) para tirar fotos e manipulá-las com vários efeitos, como molduras, filtros de distorção, troca de cores, etc. Esta aplicação utiliza detecção de rotos, com a finalidade de fazer alguns truques em tempo real, como mostrando orelhas de gato e bigodes, mesmo quando se filma. Além disso, podem partilhar-se as fotos de DS para DS ou copiar / mover  directamente para o cartão SD e criar um calendário com as fotos que se tiram.

O Nintendo DSi Sound é o leitor de audio da consola. Como eu disse anteriormente, é limitada a ficheiros AAC, sem suporte para MP3. A Nintendo já havia feito isto com a Wii alguns firmwares atrás, por isso, não houve nenhuma surpresa aqui. Podemos ouvir álbuns completos, bastando para isso copia-los para o cartão (em formato AAC) com algumas visualizações engraçadas, mas o melhor mesmo é a capacidade de alterar a música em tempo real com vários efeitos. Podemos também gravar audio a partir do micro embutido na consola e brincar com efeitos e filtros.

Estas características não são impressionantes, mas são divertidas para brincar, tendo a certeza de iremos passar uns bons momentos, mas a Nintendo deixou de fora uma das maiores funcionalidades disponíveis nas DS’s anteriores: o slot Game Boy. Agora já não é possivel jogar jogos Game Boy, ou mesmo usar todos os acessórios disponíveis para a DS que utilizam este slot. Existem alguns rumores de que a DSi Shop terá jogos do Game Boy como a Virtual Console da Wii, mas não estou tão certo de que será para agora. Ainda existem demasiados Game Boy’s e NDS’s em stock nas lojas e todas estas máquinas suportam jogos do Game Boy.

Duas câmeras e aplicações divertidas de áudio e fotografia não são o que eu chamaria de características bombásticas para vender uma nova consola, mas a loja DSi Ware vai definitavamente transformar a DSi numa consola muito interessante. A Nintendo lançou no Japão alguns títulos porreiros para DSi como o Dr. Mario e Braintraing e marcas como a Namco já estão a apoiar a loja com títulos como Mr. Driller.

A grande questão é: vale a pena comprar?

Tudo depende do que que se pretende. Se não têm uma DS, este é o modelo a comprar. Além disso, tudo depende do vosso amor pela Nintendo e pela vossa esperança na loja da DSi Ware. Os fãs de certeza que vão comprar, e com o passar do tempo a DS Lite irá desaparecer… por isso, como sempre, é uma questão de tempo e dinheiro :)

Smashing Around…

Capa da Smash Nº2

Já está nas bancas a revista de video jogos mais barata do mercado português: a Smash. O primeiro número não me passou ao lado, vi-o nas bancas, tendo-me chamado a atenção o novo nome e o baixo preço (apenas 1,90€). Folheei a revista na banca para ver se algo disparava o meu radar de leitura transversal (aquele que usamos nas bancas para não parecermos uns pelintras que não compram revistas) mas nada me levou a compra-la.

No entanto, houve quem me chamasse a atenção, disseram-me que o segundo número já estava aí e que até estava porreiro. Ainda indeciso entre as fotos da Jackes na Playboy deste mês e a Smash, fui fraco e decidi levar a Smash. A primeira coisa que me chamou a atenção foram os nomes dos autores do artigos, pessoal já conhecido dos fóruns nacionais de video jogos, como o Insert Coin, o Zwame e o ENE3. Hoje em dia, não visito nem participo em fóruns nacionais, não tenho muito tempo para isso e o tempo que dedico a fóruns gasto-o em fóruns internacionais onde a informação é mais rápida a chegar e apanhamos com menos pokemans fanzboyzillas.

But I digress. Continuei a ler a Smash e reparei que o humor era algo constante, o que é bom ao inicio, mas por outro lado começa a cansar quando a maioria dos artigos tem sempre uma ou outra piadola. A intenção é boa, exageram apenas na quantidade. O formato da revista lembra especialmente um blog, artigos curtos e incisivos com as obrigatórias criticas a jogos, o que para mim é bom porque não gosto de perder o meu tempo com blá blá blá, no entanto tive que levar com uns quantos artigos sobre cinema e música… pensei que tinha comprado uma revista de video jogos mas afinal vem com bónus… faz lembrar a Maria com o consultório intimo.

Gostei das áreas de Old School e Fanboy, até mesmo do Anipop!, acho que têm mais a ver com o contexto da revista do que os artigos de música e cinema, no entanto (e agora puxando a brasa à minha sardinha) achei que podiam ter mais artigos na área retro da revista para agradar aos gamers mais veteranos.

Quanto aos conteúdos em si, a Smash peca por algo que já é uma constante na maioria das imprensa tradicional: não trás muitas novidades que não se encontrem já à distância de um click. Hoje com a Internet temos acesso às mesmas notícias que os jornalistas têm, sendo por isso crucial que apostem bastante nos artigos de opinião e nas criticas ou até em artigos de fundo.

Resumindo: gostei, acho que é um projecto interessante mas ainda com muito espaço para evoluir. Continuem!

R-Type – O Shoot-Em-Up que marcou uma Geração

No final dos anos 80, principio dos anos 90, o nome R-Type era quase sinónimo para “jogos de naves” e foi um dos maiores sucessos dentro do género, estando disponível em quase todas as plataformas de jogos da época.

O primeiro título da seríe, lançado em 1987 pela IREM (Innovation in Recreational Electronic Media), trouxe para o gérnero inovações que viriam a ser copiadas por outros shoot-em-up’s. Enquanto na maioria dos shoot-em-up’s da altura a missão era sobreviver e arranjar uma estratégia para deflectir os ataques do inimigo, R-Type vai mais além introduzindo uma maior variedade de armamento, upgrades, etc.. items que transformavam totalmente a jogabilidade.

A história de R-Type não era muito diferente dos restantes shoot-em-up’s, uma única nave era lançada para combater vagas sucessivas de inimigos. Ao jogador, a única informação que era dada sobre a história era uma simples linha: “Blast off and strike the evil Bydo Empire!”, no entanto ao longo do jogo, vamos nos apercebendo do que se passa no Universo de R-Type. R-9, a nave que controlamos, defronta Bydo, uma raça de inimigos biomecânicos, monstros meio orgânicos, meio máquinas, dispostos a aniquilar ou absorver qualquer outro tipo de forma de vida. No entanto a história completa é assustadora e com os restantes jogos da série vimos a descobrir que a Humanidade é a criadora deste flagelo.

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A Grande Revolução de LittleBigPlanet

Finalmente consegui jogar a um dos jogos que mais tem dado que falar nos últimos tempos: LittleBigPlanet para a PlayStation 3.

Se existem duas palavras que consigam descrever este jogo eles são liberdade e criatividade. LittleBigPlanet é no seu core um jogo de plataformas, daqueles à moda antiga em que temos que pular e agarrar em objectos para chegar mais longe, coleccionar itens e fugir de inimigos que querem dificultar a vida ao nosso heroi… o Sackboy ou Sackgirl se assim o quisermos, visto podermos customiza-lo desde os cabelos, à roupa, aos olhos, como se de um boneco de trapos real se tratasse.

Com o decorrer do jogo, vamos ganhando mais objectos, entre os quais se encontram peças de roupa, capacetes, chapéus, etc… Na PlayStation Store também se encontram disponíveis para download, fatos completos, uns pagos, outros de borla. Quando comprei o jogo na Game, foi-me oferecido pela loja um voucher que permitia fazer o download de um fato de Kratos do God Of War para o Sackboy.

A beleza deste jogo está em parte, nos pormenores. A física aplicada aos objectos é completamente assombrosa. Depende da forma dos objectos, dos materiais, das posições, enfim, é como se estivéssemos a interagir com objectos reais. É claro que também temos objectos no jogo criados a partir de materiais que não existem, que flutuam como se não tivessem peso, etc…

O modo de Story permite-nos jogar vários níveis e ir descobrindo vários objectos, que podemos usar para decorar os mundos pelos quais passamos, podemos colocar autocolantes, folhas de plantas e outros objectos em qualquer parte do nível. Sozinhos ou acompanhados, um amigo pode-se juntar e jogar os vários níveis do modo Story que convém completar, pois assim descobrimos os vários objectos e materiais que podemos usar para outro modo de jogo.

Após os 3 primeiros níveis do modo Story estarem completos, apesar de estarmos bem longe de o terminar, pois são 20 e poucos níveis, LittleBigPlanet revela o seu verdadeiro potencial, o modo de criação de níveis. É aqui que podemos dar largas à nossa imaginação e criar níveis inteiros (e enormes) com os materiais que coleccionamos no modo Story. Podemos construir castelos gigantes em cima de skates, monstros de espuma e papelão que explodem mediante certas acções… enfim, o limite é a imaginação de cada um.

Depois de criarmos os níveis, podemos partilha-los com outros jogadores através da PlayStation Network e, logicamente, também podemos fazer download de níveis criados por outros jogadores. Ao entrármos nesta especie de comunidade, podemos adicionar outros jogadores como amigos, podemos classificar as criações de outros e ver as nossas igualmente classificadas, criando um género de rede social dentro do jogo.

LittleBigPlanet pode parecer á primeira vista um jogo infantil, mas está longe disso. Quando se começa a jogar, torna-se evidente que existe uma certa complexidade no jogo, principalmente na criação dos níveis, no entanto é também por aqui que o jogo se torna viciante e queremos completar todos os níveis a 100% para ter cada vez mais objectos para por nos níveis que criamos.



O LBP conta com uma versão totalmente em português em que a narração é feita por Nuno Markl… o que pode levar com que muitos escolham ouvir Stephen Fry. :D

Resumindo, LittleBigPlanet é provavelmente o jogo do ano para a PS3. A sua originalidade renova um estilo reminiscente do retrogaming e leva-o mais além com características inovadoras como a criação e partilha de níveis dentro de uma comunidade.

Recomendado!