Quando a Capcom lançou o Resident Evil 4, a opinião da fã base foi de que seria muito difícil um Resident Evil 5 superar o seu predecessor.
Ao jogarmos RE5 nota-se claramente que a Capcom aproveitou tudo o que tornou RE4 um “insta-classic”: as posições da câmara, o sistema de mira, os movimentos do protagonista, os ataques físicos e até o ambiente, se bem que desta vez não combatemos zombies espanhóis “Ganados” mas sim zombies africanos “Majini”.
No entanto nem tudo vem de RE4. Neste novo título temos um companheiro constante ao longo da aventura, melhor, uma companheira, Sheva Alomar, que pode ser controlada por um segundo jogador ou, em caso de jogarmos em modo de single player, controlada por uma AI extraordinária.
Muitas foram as melhorias neste título: os gráficos, agora na PS3 e XBOX 360, fazem brilhar o jogo com um detalhe e beleza fenomenais, todos os personagens são super detalhados, desde os principais até à “carne para canhão” e os movimentos, bastante naturais, são resultado de horas de motion capture de actores, que dão sem dúvida um aspecto mais realista aos personagens.
Em termos de jogabilidade, RE5 não foge ao seu predecessor. Ainda não é possível disparar e andar ao mesmo tempo, o que sempre foi uma limitação na maioria dos títulos da série, mas de resto, iremos passar muito tempo a disparar, racionar armamento e trocar / comprar / vender armas e mantimentos, uma constante também na série.
Apanhar ouro, armas e itens durante os níveis é fundamental visto que desta vez não temos “Merchants” pelo jogo como em RE4. Como tal, todas as compras e vendas são feitas entre cada nível.
São também frequentes as áreas em que utilizamos veículos, como barcos, carrinhas todo o terreno, geralmente sempre com algum dos membros da equipa a disparar sobre hordas de Majini ou então sobre os “Bosses” que aparecem no meio ou no fim dos níveis.
Mas toda esta mecânica de jogo não têm fundamento se não estiver inserida numa história que mergulhe o jogador completamente no universo de Resident Evil.
RE5 mostra que o termo “survival horror” não implica estar a lutar pela sobrevivência sempre num ambiente nocturno, na verdade a maior parte de RE5 passa-se durante o dia e teremos até oportunidade de ver cenários naturais tipicamente africanos que nos farão parar para admirar a beleza de um pôr do sol. É claro que tudo isto irá decepcionar os mais puristas, mas talvez RE5 os faça mudar de ideias ao longo do jogo.
Neste novo capítulo, temos o regresso de Chris Redfield que agora faz parte da BSAA (Bioterrorism Security Assessment Agency), um grupo internacional que, depois da extinção da Umbrela Corporation, se dedica a encerrar organizações terroristas que ainda utilizem o espólio da Umbrella como armas.
Chris é destacado para África depois de saber que existe uma epidemia em algumas áreas do país, onde se encontra com Sheva Alomar, membro da divisão Africana da BSAA de modo a se juntarem a equipas que já se encontram no terreno a investigar e neutralizar as ameaças resultantes da epidemia.
Não querendo entrar em grandes detalhes para evitar spoilers, serão óbvios os laços deste título com os restantes títulos da série e serão dadas respostas a perguntas que se têm vindo a levantar desde o Resident Evil original.
Além do modo single player, o multiplayer foi também bastante considerado, sendo possível o modo cooperativo entre jogadores, quer online quer local com um segundo comando. Neste momento também se encontra disponível como DLC o modo Versus, que consiste em dois modos multiplayer: Slayers em que os personagens têm que exterminar os Majini e Survivor, que consiste num deathmatch tradicional. Ambos os modos suportam equipas de 4 jogadores, ou seja, 2 equipas de dois jogadores cada.
Também presente em RE5 e como já é tradição, temos o modo Mercenaries, a que teremos acesso quando acabarmos o jogo pela primeira vez.
Outros dos aspectos positivos de RE5 é a sua re-jogabilidade, ou seja, cada vez que acabamos este título, desbloquearemos novos modos, itens, personagens e segredos, o dá um tempo de vida enorme a este título.
Para fechar, Resident Evil 5 é um excelente jogo, digno do nome da série. Apresenta algumas alterações que podem não agradar os mais fãs mais puristas, mas sem dúvida que a sua acção e jogabilidade agradará aos recém-chegados ao Universo de Resident Evil.
Recomendado!




























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