Quando se fala em retrogaming, a maioria das pessoas associa a gráficos pixelizados, 4 cores no máximo, melodias com bips e boops e os ocasionais títulos da praxe. Isto não é errado, mas quanto a mim é incompleto.
O retrogaming contempla não só jogos com uma certa “idade”, mas também algo que tem vindo a dar a conhecer às novas gerações os grandes títulos da golden age dos vídeo jogos: os remakes.

Existem vários tipos de remakes, desde os mais simples que apenas emulam jogos antigos nas plataformas actuais, até aos mais elaborados que transformam completamente os títulos em jogos que podem ser até considerados “actuais”.
Gráficos HD, bandas sonoras completamente refeitas, multiplayer online, muitas são as melhorias que fazem com que os clássicos voltem a renascer e valer a pena voltar a jogar ou descobrir pela primeira vez.
Com a geração actual de consolas, temos vindo a observar o crescimento do fenómeno retrogaming. A Wii dedica uma parte fundamental da sua arquitectura a uma Virtual Console que emula várias consolas antigas da própria Nintendo e até antigas rivais, como a Sega Mega Drive, no entanto podemos encontrar nos títulos Wii Ware, remakes e jogos inspirados em clássicos.
Consolas como a PS3 e Xbox 360 também têm o seu punhado de remakes e compilações de retro jogos, nomes como Sega e Capcom fazem render o seu vasto portfólio de clássicos, adaptados para as duas plataformas.
Como fã assumido de retrogaming, tenho vindo apreciar os vários remakes que aparecem. Uma das vantagens que os jogos antigos tinham, pelo menos “back in the old days”, era de que os gráficos obrigavam o jogador a imaginar como seriam aqueles mundos, ou seja, ao jogarmos um jogo como Super Mario Bros., muitas vezes imaginávamos como era a cara do Mário, os inimigos, etc… hoje com a perfeição que as actuais arquitecturas possibilitam, é nos dada a imagem fiel pretendida pelos designers, vimos os personagens, o mundo e a realidade do jogo tal como é pretendido por quem o cria. Em parte os remakes servem para constatarmos (ou não) o quão estávamos / estamos em sintonia com o jogo e com o mundo que nos é dado a conhecer.

Lembro-me quando saiu o Super Mario All Stars para a SNES, uma compilação que contempla o remake de Super Mario Bros. 1,2 e 3 com gráficos melhorados, estilo Super Mario World. A riqueza que estes remakes trouxeram foi tão grande, que mais tarde foram estas as versões adaptadas para o Game Boy Advance. As cores, os cenários, as personagens, tudo foi melhorado e fez uma diferença brutal mesmo estando a falar de um salto de apenas uma geração (NES > SNES).
Hoje em dia temos remakes exemplares obrigatório a todos os amantes de retrogaming: R-Type Dimensions, Ultimate Ghosts n’ Goblins, Bionic Commando Rearmed, Bubble Bobble Plus!, Adventure Island: The Beginning, enfim… sigam o 8BR que eu vou falando neles aqui.
Não excluam um jogo só porque já “é velho” ou porque “já o meu irmão jogava isso”, convertam-se à magia dos remakes e vão descobrir que os clássicos ainda têm muito para dar!

























Nem mais, remakes ou não, o certo é que o retro ainda tem muito para dar a todas as gerações!